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Montenegro diz que Portugal vive "novo PREC - processo de radicalização em curso"

O líder parlamentar dos sociais-democratas acusa o Governo, PCP, BE e PEV de retirar aos que pouparam "aquilo que foi a conquista das suas vidas, as suas poupanças, aquilo que foram sendo capazes de realizar no âmbito de uma sociedade e de uma economia que é aberta".

Bruno Simão
20 de Setembro de 2016 às 15:46
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O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou hoje que Portugal está a viver "um novo PREC", "um processo de radicalização em curso", acusando o PS de aderir voluntária e conscientemente às teses "marxistas" da "esquerda radical".

"Vivemos hoje em Portugal um novo 'PREC', não é um processo revolucionário, é um processo de radicalização em curso", afirmou Luís Montenegro, em declarações as jornalistas no parlamento, quando questionado sobre as recentes declarações sobre impostos.

Considerando que o PS decidiu "voluntariamente" e "conscientemente" aderir às "teses da esquerda marxista" que o BE e o PCP preconizam, Luís Montenegro disse que "o processo de radicalização em curso" passa por uma visão da sociedade que, em vez de se direccionar para a criação de riqueza, se direcciona para a destruição da riqueza.

"O objectivo da política económica e social deste Governo e dos partidos que o apoiam não é incrementar o crescimento da riqueza, não é ajudar aqueles que têm do ponto de vista social mais dificuldade em terem mobilidade, em poderem crescer, em poderem no fundo aspirar a ter uma vida melhor, uma situação melhor", acusou.

Pelo contrário, continuou, o Governo e os partidos que o apoiam olham para aqueles que conseguiram poupar e retiram-lhes "aquilo que foi a conquista das suas vidas, as suas poupanças, aquilo que foram sendo capazes de realizar no âmbito de uma sociedade e de uma economia que é aberta".

O líder da bancada do PSD escusou-se, contudo, a comentar as propostas relativas a impostos que têm sido avançadas, insistindo que cabe ao Governo e aos partidos que o apoiam apresentarem uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.

"É da responsabilidade deles apresentarem uma proposta, a forma como o fazem é merecedora de sinalizarmos alguma descoordenação, mas não é isso o mais relevante, não estamos preocupados em estarmos aqui a sinalizar uma fuga de informação vinda daqui ou dali", salientou.
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