Notícia
Chuva de mínimos entre as menores capitalizações da bolsa portuguesa
Glint, Teixeira Duarte e Sonae Capital nunca custaram tão pouco. Impresa, Sonae Indústria e REN desceram para preços por acção que não eram tão baixos desde, pelo menos, 2009.
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Estas empresas não integram o PSI-20 mas, numa altura em que o índice valorizou 0,663% desde o início do ano, elas já perderam mais de 20%.
O resultado líquido da tecnológica desceu de 943 mil euros para 266 mil no primeiro trimestre de 2011. A reorganização que está a acontecer na empresa e o cenário macroeconómico que se vive em Portugal foram as razões para a queda de 72% dos lucros.
Já a Teixeira Duarte registou uma quebra de 91,45% nos lucros no mesmo período. A desvalorização do euro face a moedas estrangeiras onde a construtora opera levou à descida de 92,3 milhões de euros para 7,89 milhões nos primeiros três meses de 2011.
Na bolsa, a queda é também a tónica principal. A empresa entrou a cotar na bolsa como Teixeira Duarte SA a 16 de Agosto do ano passado, a um preço de 1,05 euros. Hoje, os títulos recuaram 1,96% para se fixarem nos 0,5 euros, um valor nunca antes visto. A desvalorização desde aí é de 52,83%, ou seja, o preço reduziu para mais de metade. Desde o início do ano, o declínio é de 31,51%.
A depreciação desde o início do ano é mais baixa na Sonae Capital do que na Glint ou na Teixeira Duarte. Os títulos perderam 21,95%, depois de terem encerrado nos 0,32 euros. No entanto, desceram aos 0,31 euros durante a negociação bolsista, uma cotação que nunca tinha sido registada desde a entrada em bolsa, há três anos.
A firma liderada por Belmiro de Azevedo apresentou novamente prejuízos, apesar de os ter reduzido de 5,1 milhões para 3,3 milhões de euros relativamente ao primeiro trimestre de 2010. Contudo, a Sonae Capital avisou que manterá o objectivo de conter o esforço de investimento.
Impresa, Sonae Indústria e REN em mínimos de, pelo menos, dois anos
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A destacar, há também a Impresa. O grupo de media negociou hoje penalizada pela notícia do “Correio da Manhã”, que indicava que a SIC, canal de televisão da Impresa, abriu um processo de rescisões voluntárias, para “um controlo continuado e rigoroso dos seus custos, especialmente considerando a actual preocupante crise económica”, de acordo com o comunicado da estação citado pela publicação.
A empresa de Balsemão depreciou 3,8% para 0,76 euros, e não encerrava tão em baixo desde Maio de 2009. No entanto, desceu ainda aos 0,74 euros, valor mínimo de Abril do mesmo ano. A desvalorização anual até à data é de 45,71%.
Nota ainda para a REN e Sonae Indústria. Estas empresas, que fazem parte do índice PSI-20, tocaram hoje em mínimos de, pelo menos, dois anos.
A Sonae Indústria obteve prejuízos no primeiro trimestre, no valor de 21 milhões de euros. Apesar de ter reduzido as perdas relativamente ao período homólogo, a empresa já caiu 24,61% este ano. Hoje, depreciou 2,17% para 1,44 euros, um custo por acção não registado desde Março de 2009.
Já a energética, numa altura em que a sua privatização está na calha e em que os seus lucros subiram 10% entre Janeiro e Março, perde 8,49% desde o início do ano, tendo hoje resvalado para os 2,316 euros, ao perder 1,54%. A REN continua, assim, em mínimos de Outubro de 2008.