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Passos Coelho: "O nosso objectivo não é criar um modelo assente em salários baixos"
O modelo de desenvolvimento que defende para o País "não está assente em salários baixos", garante Passos Coelho. Para o primeiro-ministro o ajustamento que foi feito "é já bastante intenso". Agora é o tempo do investimento.
Passos Coelho admite, em entrevista ao Negócios, as divergências com o Fundo Monetário Internacional, nomeadamente no que diz respeito à descida de salários no sector privado.
"O nosso objectivo não é, com certeza, criar um modelo de desenvolvimento assente em salários baixos no futuro", disse ao Negócios. O ajustamento realizado é para ele "bastante intenso" e não vê razões para que "precise de ser aprofundado".
Agora, sublinha, o que precisamos é de investimento.
Mas no que diz respeito à despesa do Estado reafirma que é preciso continuar a cortar. "Não é possível diminuir de forma sustentada a despesa do Estado sem mexer em pensões e salários", defende. No entanto, admite que os cortes também têm que chegar a encargos como as Parcerias Publico Privadas (PPP).