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Portugal fecha trimestre com 81% de renováveis e recorde na energia consumida
A produção hidroelétrica dominou, representando 39%, seguida da eólica (29%), fotovoltaica (7%) e biomassa (5%). A produção a gás natural abasteceu 12% do consumo.
Portugal fechou o primeiro trimestre de 2025 com a produção de energia renovável a abastecer 81% do consumo de eletricidade no país, mostra os dados divulgados pela REN - Redes Energéticas Nacionais. A produção hidroelétrica dominou, representando 39%, seguida da eólica (29%), fotovoltaica (7%) e biomassa (5%).
A produção a gás natural abasteceu 12% do consumo, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 7%. O Terminal de Sines (gás natural liquefeito) da REN abasteceu 93% do consumo nacional, com origem fundamentalmente na Nigéria (49% do gás descarregado em Sines) e EUA (35%).
Além disso, a quantidade de energia elétrica consumida pelos portugueses nestes primeiros três meses do ano foi o mais elevado de sempre: 14,1 terawatts-hora, que bateram os 13,9 TWh registados no primeiro trimestre de 2010. Face ao mesmo período do ano passado, registou-se um aumento de 2,7% no consumo de eletricidade, ou 1,9% com correção da temperatura e dias úteis.
Em março o consumo de energia elétrica registou um crescimento homólogo de 2,8% (1,4% com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis). No mesmo mês, a produção renovável abasteceu 88% do consumo de eletricidade, a não-renovável 9%, enquanto o saldo mensal de trocas com o estrangeiro, embora inferior ao verificado nos últimos meses, abasteceu os restantes 3% do consumo nacional, refere a REN
No mês passado, as condições meteorológicas mantiveram-se muito favoráveis para as energias renováveis, em particular para hidroelétrica, que registou um índice de produtibilidade de 1,86 (média histórica de 1). O índice de produtibilidade eólico situou-se em 1,07, num mês em que se atingiu a ponta máxima eólica de sempre com 5078 MW no dia 19. Já a energia solar, apesar de continuar a manter um crescimento acentuado, tem um peso baixo no mix de produção, tendo registado um índice de produtibilidade de 0,71.
Por outro lado, no mercado de gás natural manteve-se a tendência global de redução do consumo, com uma descida homóloga de 3,7% em março, resultado de uma quebra de 4,7% no segmento convencional e de uma subida de 0,3% no segmento de produção de energia elétrica.
No final do trimestre, o consumo acumulado anual de gás regista uma descida marginal de 0,2%, resultado do crescimento de 20% no segmento de produção de energia elétrica, embora se mantenha com valores muito reduzidos, e de uma contração de 5,7% no segmento convencional, que abrange os restantes consumidores.
O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 76% do consumo nacional, embora se tenha também registado algum movimento através da interligação com Espanha correspondente aos restantes 24% do consumo.