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Aliados atacam armas químicas na Síria. Putin pede reunião emergência da ONU
EUA, Reino Unido e França avançaram com um conjunto de ataques a alvos que estavam identificados como produtores de armas químicas. As reacções já se fizeram ouvir de todo o mundo. Os aliados dizem que não havia alternativa. Da Rússia chegou a condenação, com Putin a pedir uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Donald Trump
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Theresa May
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Emmanuele Macron
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Vladimir Putin
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Bashar al-Assad
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António Guterres
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Jean-Claude Juncker
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Augusto Santos Silva
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Dissuadir o regime de Bashar al-Assad de repetir o alegado uso de armas químicas na sua guerra contra os rebeldes. Foi este o objectivo do ataque aéreo lançado na madrugada de sábado pelos EUA, Reino Unido e França contra vários alvos na Síria.
Houve três alvos deste ataque conjunto, tendo sido lançados mais de 100 mísseis. O primeiro, perto de Damasco, onde estava o centro de investigação científica que, segundo os EUA, era utilizado para "investigação, desenvolvimento, produção e testes de armas químicas e biológicas", de acordo com as agências internacionais.
O segundo alvo foi um depósito de armas químicas situado a oeste de Homs onde seriam guardadas as principais reservas de gás sarin.
E o terceiro alvo foi um armazém de armas químicas que seria também um "importante centro de comandos".
O que dizem os vários responsáveis sobre o ataque:
Donald Trump
O presidente dos EUA anunciou que foram lançados "ataques de precisão" contra alvos associados com o programa de armas químicas da Síria. Donald Trump anunciou assim, na Casa Branca, que tinha sido lançada uma "operação conjunta" com a França e o Reino Unido para punir o regime de Bashar al-Assad.Trump condenou os ataques químicos "monstruosos" levados a cabo pelo regime de Damasco E garantiu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".
Theresa May
A primeira-ministra britânica considerou que não havia "alternativa ao uso da força". "Isto foi apenas sobre o uso de armas químicas", rejeitando que este ataque tenha estado relacionado com "mudanças no regime" sírio.
Emmanuele Macron
"Não podemos tolerar a banalização do uso das armas químicas", afirmou o presidente francês, realçando que o ataque "está circunscrito às operações do regime sírio que permitem a produção e utilização de armas químicas".
Vladimir Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou os ataques perpetrados contra a Síria e exigiu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Putin considera que a intervenção dos EUA e dos seus aliados na Síria pode representar um agravar da catástrofe humanitária que se vive naquele país, além de afectar as relações internacionais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, diz que os ataques desta madrugada são um "enorme retrocesso no processo de negociações".
O embaixador russo, Anatoly Antonov, afirmou, através da rede social Twitter que "mais uma vez, fomos ameaçados. Avisámos que tais acções não ficariam sem consequências.
Bashar al-Assad
"Esta agressão não faz mais do que reforçar a determinação da Síria em continuar a lutar e esmagar o terrorismo, em cada parcela do seu território", afirmou o presidente da Síria, que garante que vai continuar a "lutar contra o terrorismo".
Iraque
Os ataques aéreos são "um desenvolvimento muito perigoso", salientou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Iraque. "Tal acção pode provocar consequências perigosas, ameaçando a segurança e estabilidade da região e dando ao terrorismo outra oportunidade para crescer depois de ter sido expulso do Iraque", salienta o mesmo comunicado.
António Guterres apela à contenção
"Eu apelo a todos os Estados membros para que exerçam contenção nestas circunstâncias perigosas e para evitar todos os actos que possam agravar a situação e agravar o sofrimento do povo sírio", refere António Guterres em comunicado citado pela AFP.
Jean-Claude Juncker
"O uso de armas químicas é inaceitável e deve ser condenado nos seus termos máximos. A comunidade internacional tem de identificar e responsabilizar quem levou a cabo os ataques químicos", afirmou o presidente da Comissão Europeia, em comunicado. O responsável apelou a um cessar-fogo "duradouro" na Síria.
Augusto Santos Silva
Portugal, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva, diz que "compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar", adiantando ser "inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar". No entanto, Portugal diz ser necessário "evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região".
"Só vontade de construir a paz permitirá caminhos de futuro" na Síria, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.