Notícia
BCP cai mais de 5% para novo mínimo de Fevereiro
O BCP acentuou a tendência negativa do início da sessão penalizado pela forte queda da sua unidade polaca. Esta é a 13ª sessão em 15 que o banco liderado por Nuno Amado negoceia em terreno negativo.
O Banco Comercial Português segue a cair 4,86% para 6,52 cêntimos, tendo já estado a perder 5,11% para 6,5 cêntimos, o valor mais baixo desde o início de Fevereiro deste ano.
O banco liderado por Nuno Amado acentuou a tendência negativa poucos minutos após a sua unidade polaca, o Bank Millennium, ter afundado mais de 18%. Os bancos polacos negoceiam hoje em forte queda depois de o Parlamento ter aprovado uma alteração inesperada ao plano de partilha de riscos dos créditos à habitação concedidos em francos suíços.
BCP perde mais de 20% em 15 dias
O BCP teve um início de ano fulgurante com uma valorização de 45,96% mas, desde meados de Março, a tendência inverteu-se e acentuou-se nas últimas semanas, com os títulos a afundarem em 13 das últimas 15 sessões. Neste período, os títulos já perderam 20,7%, o que levou a capitalização bolsista do banco a quebrar a fasquia dos 4 mil milhões de euros.
Esta queda ocorre num contexto em que o banco até "pulverizou as projecções" dos analistas com os resultados do semestre. Mas foram "ganhos em operações financeiras", diz João Lampreia. Em termos operacionais, regista-se "a manutenção de uma perspectiva mais negativa sobre a evolução da qualidade da carteira de crédito, que 'pesa' sobre a evolução de curto prazo nos títulos do BCP, materializando-se um incremento das imparidades", salienta o analista do BiG.
O "crédito em incumprimento continuou a subir, tendo atingido os 9,7% do total de crédito concedido e há o receio de que ainda existam mais grandes créditos concedidos que possam ser alvo de reconhecimento no balanço", nota Pedro Lino, administrador da Dif Broker. Perdas que podem pesar mais nos rácios do banco. "Os investidores continuam apreensivos com a solidez dos rácios de capital", refere Eduardo Silva. E o gestor da XTB aponta também a preocupação com "a dependência de receitas nas actividades internacionais".