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Martifer reduz prejuízos para 10,3 milhões de euros
A Martifer fechou o primeiro trimestre do ano com um prejuízo de 10,3 milhões de euros, um número menor do que o registado em igual período do ano passado. A contribuir para a evolução dos resultados esteve a redução dos custos com a dívida, já que as receitas e o EBITDA diminuíram.
A Martifer terminou os primeiros três meses do ano com um prejuízo de 10,3 milhões de euros, o que compara com os 14,2 milhões de euros registados em igual período do ano passado, revela a empresa em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A contribuir para este comportamento esteve a melhoria dos resultados financeiros que passaram de -11,1 milhões de euros, no primeiro trimestre de 2013, para -6,8 milhões de euros, no período em análise.
Os proveitos operacionais da Martifer diminuíram em 30% para 92,6 milhões de euros, num período em que a maior fatia veio da unidade de construção metálica (52,4 milhões de euros), ainda que tenha verificado uma descida dos proveito de 24%. A unidade Solar participou com 37,1 milhões de euros, registando igualmente uma redução de 39% face ao período homólogo.
A empresa adianta que "a estratégia de internacionalização do grupo tem vindo a ser sedimentada, sendo o peso relativo dos projectos para o mercado português de apenas 22%", de acordo com o comunicado.
O EBITDA da empresa deteriorou-se, passando de um valor positivo de 2,7 milhões de euros para um valor negativo de 100 mil euros. A única unidade que registou um EBITDA positivo foi a RE Developer, a promotora de energia renováveis, mas ainda assim verificou uma queda de 34% para 1,7 milhões de euros. Já a unidade de construções metálicas e a solar registaram um EBITDA negativo de 400 mil e 1,7 milhões, respectivamente.
"A dívida líquida consolidada do grupo a 31 de Março ascendia a 330 milhões de euros, 6 milhões abaixo do valor registado no final de 2012 (336 milhões de euros)", revela a empresa no mesmo comunicado.
"O grupo continua focalizado no processo de diminuição da dívida líquida, mantendo-se empenhado no processo de venda de activos 'não core', especialmente parques eólicos, projectos solares e, residualmente, pela venda de projectos imobiliários, tendo como objectivo a obtenção de um nível de endividamento igual ou inferior a 275 milhões de euros até ao final de 2014", adianta a mesma fonte.