Notícia
Conheça as danças de cadeiras nas cotadas e empresas públicas
A EDP é das maiores empresas cotadas a ter este ano a sua assembleia eletiva. Das nomeações que o Governo tem de fazer este ano para os conselhos de administração de empresas com capital público, o da TAP terá seguramente a tarefa mais difícil.
Do PSI-20 há poucas assembleias eletivas este ano, mas há o desafio para muitas cotadas de garantirem o cumprimento da lei na representatividade do género.
A EDP é das maiores empresas a ter este ano a sua assembleia eletiva. Antecipou-se na definição da comissão executiva, que reconfirmou Miguel Stilwell na liderança. A sua equipa ficou a ser conhecida logo em janeiro. Mas falta saber os nomes para o conselho geral e de supervisão que serão eleitos na assembleia que deverá decorrer em abril, e que é até agora liderado por Luís Amado.
EDP e EDP Renováveis
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A assembleia-geral deste ano da EDP é eletiva, mas a empresa antecipou a escolha da comissão executiva. Miguel Stilwell, que assumiu a presidência executiva interinamente depois de António Mexia ter sido suspenso, foi confirmado para o mandato que se inicia este ano na liderança da elétrica. Além de ser o CEO da EDP assumiu também a presidência executiva da EDP Renováveis, que, até este ano, teve sempre um líder diferente. Falta, no entanto, conhecer os nomes que vão ocupar o Conselho Geral e de Supervisão da EDP.
Ibersol
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Os mandatos na Ibersol são de quatro anos. Pinto de Sousa deverá novamente ser reconduzido, tendo, este ano, no entanto, a empresa o desafio de colocar mulheres no conselho de administração. Pinto de Sousa é o líder há mais tempo de uma empresa do PSI-20. A sua primeira nomeação aconteceu em 1991.
Martifer
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Pedro Duarte teve a tarefa de assumir aos 40 anos a liderança executiva da Martifer em 2018, sucedendo ao "patrão" Carlos Martins que passou a não executivo. Em ano de assembleia eletiva o seu papel não deverá mudar. Carlos e Jorge Martins, os irmãos fundadores da empresa, deixaram nesse ano as funções executivas.
REN
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Rodrigo Costa tem sido o homem de confiança dos principais acionistas da REN para comandar a empresa. Este ano volta a ser de eleições na Redes Energéticas Nacionais. Rodrigo Costa está na liderança da empresa desde 2014, sendo acompanhado na comissão executiva por João Conceição - sob o qual pende o facto de ser arguido no caso EDP - e por Gonçalo Morais Soares, cujo primeiro ano de eleição foi, respetivamente, 2009 e 2012. O principal acionista da REN é a chinesa State Grid (25%), tendo a Fidelidade, da Fosun, mais de 5%.
Flexdeal e Raize
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Tanto a Flexdeal como a Raize têm este ano as suas assembleias eletivas. Isto depois de a Flexdeal ter ficado com 19% da Raize em oferta pública de aquisição. Alberto Amaral lidera a Flexdeal e Afonso Eça a Raize, empresa que tem, ainda, de garantir a representatividade de género.
Orey Antunes
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A Sociedade Comercial Orey Antunes está em Processo Especial de Revitalização (PER). E ainda não apresentou as contas referentes a 2019, o que tem levado a CMVM a manter a negociação das ações suspensa. No âmbito do PER, Jorge Calvete foi o administrador judicial destacado pelo tribunal para esta empresa.
Sonae Indústria
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É ano de eleições na Sonae Indústria, mas ainda vai correr muita tinta nesta empresa. É que a Efanor, "holding" da família Azevedo, tentou retirá-la de bolsa com uma oferta pública de aquisição (OPA), mas não foi bem-sucedida. Agora a empresa já fez saber que vai fazer um aumento de capital a um preço superior ao que está cotada, o que pode afastar os pequenos investidores e abrir caminho para a Efanor ficar com a posição que lhe permita avançar para a saída de bolsa. Chris Lawrie e Louis Maurice Brassard são os executivos da empresa.
Estoril-Sol
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É a primeira assembleia eletiva da Estoril-Sol depois da morte de Stanley Ho, a 26 de maio de 2020. A filha do empresário macaense, Pansy Ho, já foi cooptada para presidente do conselho de administração da Estoril-Sol. Mário Assis Ferreira é o rosto principal em Portugal da empresa que gere casinos.
Pharol
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Luís Palha da Silva está aos comandos da Pharol desde 2015. Herdou uma empresa com apenas dois ativos: a participação na operadora brasileira Oi e títulos de dívida da Rioforte, empresa que fez parte do universo Grupo Espírito Santo e que não reembolsou essas obrigações. Luís Palha da Silva tem sido o moderador em guerras de acionistas, acalmadas nos últimos tempos. Nas eleições deste ano outra nota de suspense: Diogo Lacerda Machado manter-se-á presidente da mesa da assembleia-geral?
Vista Alegre
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O mandato da Vista Alegre Atlantis (VAA) é anual, pelo que todos os anos em assembleia-geral o conselho de administração tem de ser nomeado. Na reunião de 2020 ficaram 12 administradores, com quatro mulheres, o que dá um rácio de 33,3% do género sub-representado, cumprindo o requerido legalmente.
Novabase
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Outra empresa do PSI-20 que tem a sua assembleia-geral eletiva este ano é a tecnológica Novabase. João Nuno Bento teve a primeira nomeação para presidente da comissão executiva (CEO) em 2018, tendo, então, substituído Luís Paulo Salvado, que deixou essa função e ascendeu a "chairman". Na assembleia-geral eletiva deste ano, a Novabase tem, ainda, de elevar o número de mulheres no seu conselho para chegar aos 33,3%. Neste momento a comissão executiva tem cinco elementos, com Maria Gil na sua composição.
Das nomeações que o Governo tem de fazer este ano para os conselhos de administração de empresas com capital público, que chegaram em 2020 ao final do mandato, o da TAP terá seguramente a tarefa mais difícil. Desde logo porque tem um plano de reestruturação para pôr em prática, envolvendo a saída de trabalhadores, cortes salariais e a redução da frota.
Na Caixa Geral de Depósitos é certa a continuidade de Paulo Macedo e na RTP a saída de Gonçalo Reis.
Conheça todos os casos:
TAP
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O próximo conselho de administração da TAP vai contar com novos elementos que integrarão a equipa de gestão que está a ser recrutada no mercado internacional, sendo que ainda se desconhece o sucessor de Ramiro Sequeira. O número de administradores também poderá diminuir face aos 12 que o integraram no mandato que terminou em 2020, tendo em conta a saída de David Neeleman e o reforço do Estado para 72,5%.
INCM
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A Imprensa Nacional Casa da Moeda tem este ano a sua assembleia eletiva. Os três elementos da administração foram eleitos em 2017, sob a liderança da Gonçalo Caseiro. É gestor público desde 2009, quando entrou na Agência para a Modernização Administrativa. Chegou à INCM em 2014, subindo à presidência em 2017.
STCP
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A STCP passou no final de 2020 para a esfera intermunicipal, sendo agora seu capital detido pelos municípios do Porto, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Valongo e Maia, que escolherão o novo conselho de administração. Manuel Queiró assumiu a presidência da operadora a 1 de setembro de 2019, para completar o mandato de Paulo de Azevedo, que se demitiu do cargo.
Porto de Lisboa
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O mandato de Lídia Sequeira como presidente da Administração do Porto de Lisboa já terminou em 2018, mas o ministro das Infraestruturas ainda não escolheu nova equipa. O mesmo acontece na Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a que a gestora, hoje com 76 anos, escolhida em 2016 pela então ministra Ana Paula Vitorino, também preside.
Porto de Sines
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O mandato da equipa liderada por José Luís Cacho na Administração dos Portos de Sines e do Algarve terminou em 2018, mas continua em funções. Sines é o maior porto nacional e tem previstos grandes investimentos, como é o caso do futuro terminal Vasco da Gama, cujo concurso foi no ano passado prorrogado.
IP
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António Laranjo já foi reconduzido em 2018 na presidência da Infraestruturas de Portugal (IP), lugar que assumiu em 2016 para substituir António Ramalho. A decisão sobre a sua continuidade só deverá ser tomada em maio, depois da divulgação das contas de 2020. Na equipa de gestão, Laranjo tem contado com Carlos Fernandes, vice-presidente e responsável pela área ferroviária, na qual a IP vai continuar a fazer grandes investimentos.
Portugal Ventures
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A empresa com participação pública continuou, em 2020, último ano do atual mandato, a ter apenas dois administradores executivos, depois da saída de Rita Marques para o Governo. A agora a governante não foi substituída e Rui Ferreira manteve-se vice-presidente e Pedro Melo Breyner vogal.
ENSE
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Filipe Meirinho foi o primeiro presidente da ENSE, empresa resultante da ex-ENMC. Surgiu em 2017, com competências de fiscalização acrescidas face à sua antecessora, e desde então o gestor tem sido o líder. O conselho de administração é composto por um presidente e dois vogais, estando estes dois lugares por preencher.
RTP
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A televisão pública deverá ter um conselho de administração escolhido mediante concurso público. Isso mesmo revelou o Conselho Geral Independente (CGI) da RTP. Gonçalo Reis já disse que sairá da estação pública e rumará para o setor privado: "O meu ciclo termina aqui", disse em entrevista ao Público.
Lusa
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Num momento em que as movimentações acionistas na Lusa - depois de o grupo Bel, que detém 40% da Global, ter adquirido os 22,3% que eram da Impresa - são alvo de escrutínio, é altura de eleger novos órgãos. O vogal do Conselho Regulador da ERC, Francisco Azevedo e Silva, já disse que "o Estado é quem detém o poder efetivo na Lusa".
CGD
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Paulo Macedo entrou na Caixa Geral de Depósitos a 1 de fevereiro de 2017 com a difícil missão de implementar um plano de reestruturação negociado com Bruxelas no âmbito da injeção de capital por parte do Estado. Terminou o mandato, mas deverá manter-se CEO. João Leão, ministro das Finanças, já assumiu a intenção de o reconduzir. O desafio será substituir o "chairman". Rui Vilar já disse que não ficava, por ser altura de "virar a página".
EDIA
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A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) tem como presidente desde 2013 José Pedro Salema, nomeado ainda por Assunção Cristas. O mandato do atual conselho de administração da empresa responsável pela gestão do Alqueva, criada em 1995, terminou no ano passado.
Companhia das Lezírias
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O mandato do conselho de administração da Companhia das Lezírias, presidido por António Coelho de Sousa, terminou em 2020, tendo o Governo de nomear este ano a administração para o próximo triénio. A maior exploração agropecuária e florestal em Portugal é detida a 100% pela Parpública.