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"Burlados do Novo Banco" recuam na reclamação de créditos no Luxemburgo
Os clientes de retalho do Novo Banco com aplicações em papel comercial do GES desistiram de recorrer para o Luxemburgo para reclamarem os seus créditos. Os investidores querem que seja o Novo Banco a resolver o problema.
O movimento "Burlados do Novo Banco", que reúne clientes de retalho da instituição com aplicações em papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) recuou na decisão de reclamar créditos junto das empresas do GES responsáveis pela emissão daqueles títulos de dívida que estão por reembolsar. Uma possibilidade que chegou a ser avançada por um dos membros desta organização ao Negócios.
Segundo adiantou esta terça-feira, 6 de Janeiro, um dos promotores do movimento, que pretende criar a Associação de Clientes Lesados pelo Novo Banco, os clientes decidiram não avançar por essa via, optando por focar na instituição liderada por Eduardo Stock da Cunha as suas reclamações. "O nosso compromisso é com o Novo Banco", justificou este responsável.
Como o Negócios noticiou esta terça-feira, os clientes de retalho do Novo Banco estão a organizar-se para criar uma associação que lhes permita tomar um conjunto de iniciativas para reclamarem a recuperação dos montantes investidos em papel comercial do GES. Está previsto o envio "de um processo crime para o Departamento de Investigação e Acção Penal contra os gestores do Novo Banco", pelo "atraso" e pelas "mentiras" sobre a definição de uma solução que lhes permita recuperar as suas poupanças.
Outra das medidas que os "Burlados do Novo Banco" estão a preparar é a invasão de agências da instituição que ficou com os activos saudáveis do BES, iniciativa destinada a dar visibilidade pública às suas reivindicações.