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Portugal quer emitir cerca de 3 mil milhões em dívida de curto prazo até julho
O IGCP atualizou o programa de financiamento da República para o segundo trimestre e apenas o montante de bilhetes do Tesouro sofre atualizações, numa redução de 200 milhões de euros.
A República Portuguesa pretende emitir cerca de três mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro no segundo trimestre, de acordo com o programa de financiamento da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) que foi atualizado esta segunda-feira.
A 16 de abril, Portugal vai ao mercado financiar-se em 1.000 a 1.250 milhões de euros, na reabertura de uma linha a 11 meses. A 21 de maio, será reaberta uma outra linha com maturidade a 6 meses e lançada outra a 12 meses, em que o IGCP pretende angariar entre 1.250 a 1.500 milhões de euros. Já em junho é a reaberta a linha lançada no mês anterior, desta feita a 11 meses, para angariar 750 a 1.000 milhões de euros.
Este é o único instrumento que sofre alterações: "o financiamento líquido através de bilhetes de Tesouro (BT) espera-se que registe um ligeiro decréscimo, de uma estimativa inicial de 4,6 mil milhões de euros para 4,4 mil milhões de euros", detalha o IGCP.
Até ao final de março, já tinham sido emitidos 6,7 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro (OT), ou seja, um terço do objetivo de emissão anual deste instrumento, que figura nos 20,5 mil milhões.
A agência prevê, para o segundo trimestre, emissões de OT através de sindicatos e leilões, sendo esperadas, como habitual, colocações de 1.000 a 1.250 milhões de euros.
Ainda de acordo com o documento, o montante total a angariar mantém-se inalterado em cerca de 18 mil milhões de euros, com as emissões de obrigações do Tesouro (OT) inalteradas e as de bilhetes do Tesouro (BT) a reduzirem-se ligeiramente.