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Powell terá vendido 5 milhões de dólares em ações antes de Wall Street afundar
Fonte oficial da Fed garantiu ao Wall Street Journal que a transação financeira é compatível com as regras do banco central e foi aprovada pelo gabinete público de ética.
19 de Outubro de 2021 às 09:15
O presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell, terá vendido ações avaliadas em cinco milhões de dólares que detinha a nível pessoal em outubro do ano passado, antes do sell-off em Wall Street. A alienação foi divulgada em documentos a que o The American Prospect teve acesso.
Os documentos consultados pelo jornal The American Prospect mostram que Powell vendeu entre um e cinco milhões de dólares em ações do Vanguard Total Stock Market Index Fund a 1 de outubro de 2020. Nesse mês, o índice Dow Jones viria a tombar 6%, no pior desempenho mensal desde o início da pandemia. Além deste negócio, houve outras vendas sem datas específicas.
Os dois executivos terão negociado ações e ativos indexados ao mercado imobiliários, no ano passado enquanto o banco central tinha em vigor grandes programas de estímulos à liquidez para impulsionar a economia. Kaplan negociou milhões de dólares em ações de empresas como Apple, Amazon e Google, enquanto Rosengren detinha fundos de investimento em ações e imobiliário.
No seguimento do escândalo, Powell reconheceu que as atuais regras do banco central EUA em relação ao que os responsáveis podem ou não negociar e investir "não são adequadas" e precisam de ser atualizadas. As limitações centram-se em ações de bancos e no trading próximo de reuniões de política monetária, alertando igualmente para potenciais conflitos de interesse.
"Temos de fazer alterações e vamos fazê-lo em consequência disto", respondeu Powell, sobre o caso, aos jornalistas após a reunião de setembro da Fed. "Ninguém está contente em relação a isso", acrescentou.
A senadora Elizabeth Warren enviou também uma carta aos 12 presidentes regionais da Fed na qual pedia uma interdição total a que líderes do banco central detenha ações. "A controvérsia em relação ao trading de ativos por parte de staff de topo da Fed demonstra porque é que é necessário banir a detenção e negociação de ações individuais por parte de altos cargos que deveriam servir o interesse público", escreveu.
Os documentos consultados pelo jornal The American Prospect mostram que Powell vendeu entre um e cinco milhões de dólares em ações do Vanguard Total Stock Market Index Fund a 1 de outubro de 2020. Nesse mês, o índice Dow Jones viria a tombar 6%, no pior desempenho mensal desde o início da pandemia. Além deste negócio, houve outras vendas sem datas específicas.
Fonte oficial da Fed garantiu ao Wall Street Journal que a transação financeira é compatível com as regras do banco central e foi aprovada pelo gabinete público de ética. Quanto às negociações sem datas, a mesma fonte esclareceu que foram feitas no âmbito da regulação que permite a agregação de reinvestimentos.
Os dois executivos terão negociado ações e ativos indexados ao mercado imobiliários, no ano passado enquanto o banco central tinha em vigor grandes programas de estímulos à liquidez para impulsionar a economia. Kaplan negociou milhões de dólares em ações de empresas como Apple, Amazon e Google, enquanto Rosengren detinha fundos de investimento em ações e imobiliário.
No seguimento do escândalo, Powell reconheceu que as atuais regras do banco central EUA em relação ao que os responsáveis podem ou não negociar e investir "não são adequadas" e precisam de ser atualizadas. As limitações centram-se em ações de bancos e no trading próximo de reuniões de política monetária, alertando igualmente para potenciais conflitos de interesse.
"Temos de fazer alterações e vamos fazê-lo em consequência disto", respondeu Powell, sobre o caso, aos jornalistas após a reunião de setembro da Fed. "Ninguém está contente em relação a isso", acrescentou.
A senadora Elizabeth Warren enviou também uma carta aos 12 presidentes regionais da Fed na qual pedia uma interdição total a que líderes do banco central detenha ações. "A controvérsia em relação ao trading de ativos por parte de staff de topo da Fed demonstra porque é que é necessário banir a detenção e negociação de ações individuais por parte de altos cargos que deveriam servir o interesse público", escreveu.