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"É improvável que recessão reduza significativamente a inflação", diz Lagarde

A presidente do Banco Central Europeu defendeu, perante a banca europeia, que o risco de recessão aumentou, apesar de os últimos dados de crescimento do PIB terem surpreendido pelo lado positivo.

A autoridade monetária liderada por Christine Lagarde deverá anunciar esta quinta-feira a segunda subida consecutiva das taxas de juro do euro.
Wolfgang Rattay/Reuters
18 de Novembro de 2022 às 11:05
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"É improvável que uma recessão reduza significativamente a inflação, pelo menos a curto prazo", afirmou esta sexta-feira a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, no 32.º Congresso Bancário Europeu, em Frankfurt.

A responsável pela autoridade monetária disse que a história já ensinou essa lição e reforçou que, "embora os últimos dados de crescimento do PIB tenham surpreendido pelo lado positivo, o risco de recessão aumentou".

Sublinhou também, 
uma vez mais, o compromisso do BCE em reduzir a inflação, assegurando que aumentará as taxas de juro para níveis que permitam baixar a inflação para 2% a médio prazo. "Quão longe e quão rápido precisaremos de ir, será determinado pelas previsões de inflação", garantiu, acrescentando que a subida das taxas de juro são e vão continuar a ser o principal instrumento para ajustar a política monetária.

Contudo, além desse instrumento, a governante assume a necessidade de "normalizar outros instrumentos de política monetária". Por isso mesmo, continuou, "em dezembro decidiremos os termos para reduzir a posse de obrigações dos programas de compra de dívida".

No início do discurso, Lagarde realçou que "assegurar a estabilidade dos preços, levantar os constrangimentos ao crescimento nas áreas em que emergiram e salvaguardar a resiliência dos sistema financeiro" são os três pontos mais importantes nestes tempos que se atravessam. 

A nota final da presidente da autoridade monetária foi dirigida à banca da região. "A situação para os bancos mudou drasticamente desde a grande crise financeira, quando foram parte do problema. Durante a pandemia, foram parte da solução -  porque, em parte devido à dura regulação, tinha um capital e liquidez mais sólido. Agora, precisamos que continuem a ser parte da solução", disse.

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