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Ferreira de Oliveira como CEO é primeira medida de Amorim
Recondução do presidente executivo da Galp foi uma das primeiras medidas da administração liderada por Américo Amorim.
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Ao lado de Ferreira de Oliveira, continua o italiano Claudio de Marco como administrador financeiro (CFO). Carlos Costa Pina, administrador da Ongoing e antigo secretário de Estado dos governos de José Sócrates, é também um dos seis elementos da renovada comissão executiva da Galp.
A reunião magna aprovou o nome de Américo Amorim para a presidência do conselho de administração da empresa, que chega a esta função numa altura em que a Amorim Energia tem espaço para reforçar até 48,7% do capital da cotada portuguesa, como define o entendimento entre a italiana Eni e a Caixa Geral de Depósitos.
Amorim e o conselho de administração que lidera foram eleitos por 80% dos accionistas da petrolífera portuguesa. Uma percentagem que se estende até aos 92,1% quando se compara com os accionistas presentes na assembleia geral de terça-feira.
A administração da companhia petrolífera conta com 21 administradores, mais quatro que o anterior mandato. A presença de Amorim na administração da cotada coincide também com os novos elementos do conselho, entre os quais a sua filha, Paula Ramos Amorim, e Diogo Mendonça Tavares, vogal do grupo Amorim. O empresário tinha já dito, ao "Diário Económico", que o novo conselho de administração era "mais forte que o anterior". Ao Negócios, falou, em Março, da sua própria postura: "Não sou pacífico mas também não sou turbulento".
Os accionistas não deram o sim, apenas, à nova administração. Definiram, também, que os novos membros vão ter de se reunir uma vez por mês, como propuseram a Amorim Energia, a Eni e a CGD. Nos estatutos anteriores, os encontros ordinários do conselho de administração tinham de se realizar a cada três meses.
O novo contrato da sociedade estabelece, igualmente, que 50% do resultado líquido num determinado exercício tem de ser distribuído pelos accionistas. Só com uma alternativa avançada por dois terços dos votos emitidos é que se poderá inverter esta aplicação dos resultados. A remuneração aos accionistas será de 0,20 euros este ano, caso a proposta da administração seja aprovada pelos accionistas da Galp Energia. Os detentores de acções da petrolífera voltam a encontrar-se na próxima reunião magna, que se vai realizar a 7 de Maio, como convocado no comunicado à CMVM.