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Carlos Tavares recebe 12 milhões pela rescisão com a Stellantis
Gestor português, que abandonou a Stellantis em dezembro de 2024, vai também receber um bónus de desempenho, embora o prémio por objetivos seja inferior a 2023.
O ex-CEO da Stellantis recebeu 12 milhões de euros pela rescisão com a construtora automóvel após a sua demissão do cargo em dezembro do ano passado. O português recebeu ainda uma remuneração de 23,08 milhões de euros.
O pacote salarial representa uma redução significativa face aos 36,5 milhões de euros que Carlos Tavares recebeu em 2023, encontrando-se, na altura, entre os maiores salários do setor automóvel.
O pacote salarial do gestor português, cujo salário base se fixou nos dois milhões de euros, foi revelado no relatório anual do dono da Peugeot e Fiat. A demissão de Carlos Tavares, que só previa despedir-se da fabricante em 2026, aconteceu após falhar vários marcos de desempenho.
Nos 12 milhões estão incluídos 10 milhões de euros que se baseiam em objetivos atingidos a longo-prazo. Carlos Tavares irá também receber, em janeiro de 2026, 800 mil ações da Stellantis, avaliadas em 9,82 milhões de euros com base nos preços da negociação desta sexta-feira.
O relatório, citado pelo Financial Times, indica que o gestor perdeu 10 milhões de euros por falhar objetivos e outros 1,2 milhões de títulos.
Entre os valores conseguidos por Carlos Tavares está ainda um bónus de desempenho de 20,5 milhões de euros, que se soma ao salário base, e uma contribuição de 500 mil euros para a sua pensão.
A fabricante automóvel, agora liderada por John Elkann, revelou que o lucro anual caiu 70% pra 5,5 mil milhões de euros em 2024. A Stellantis apresentou um volume de negócios de 156.878 milhões de euros, uma redução de 17% em termos homólogos e vendeu cerca de 5,5 milhões de automóveis a nível global.