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PSD contesta aproximação de António Costa à Grécia
Em nome do PSD, Luís Montenegro criticou a "cumplicidade política entre o Governo e o Governo grego" que, no seu entender, ficou evidente na recente visita do primeiro-ministro a Atenas.
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15 de Abril de 2016 às 13:16
O líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, fez hoje a intervenção do PSD no debate quinzenal, em vez do presidente deste partido, Pedro Passos Coelho, e contestou a aproximação do Governo ao executivo grego.
Desde que deixou de ser primeiro-ministro e assumiu o lugar de deputado, em Novembro do ano passado, esta foi a primeira vez que Passos Coelho não fez a intervenção do PSD no debate quinzenal na Assembleia da República com o primeiro-ministro, na Assembleia da República.
Antes de responder a Luís Montenegro, o primeiro-ministro dirigiu-se ao presidente do PSD para o felicitar pela sua reeleição e pelo Congresso de 1, 2 e 3 de Abril que elegeu os novos órgãos nacionais deste partido.
"Queria começar por felicitar o senhor deputado Pedro Passos Coelho pela sua reeleição para a liderança do PSD e pelo Congresso que teve lugar desde o nosso anterior debate, e desejar-lhe as maiores felicidades na continuidade das suas funções", declarou António Costa.
Em nome do PSD, Luís Montenegro criticou a "cumplicidade política entre o Governo e o Governo grego" que, no seu entender, ficou evidente na recente visita do primeiro-ministro a Atenas.
"Isso fez com que se desse uma imagem de que as situações vividas nos dois países são similares. Essa imagem é um erro estratégico para o nosso país", defendeu o social-democrata.
Luís Montenegro referiu que Portugal terminou o seu programa de resgate, enquanto a Grécia "ainda não encerrou o terceiro resgate e depara-se com a necessidade de tomar medidas muito difíceis, como o aumento do IVA".
Quanto a esta medida, observou: "Espero que o senhor primeiro-ministro não tenha ido à Grécia para se inspirar, francamente espero que isso não esteja em cima da mesa".
Na resposta, António Costa afirmou que "o Governo português é amigo de todos os países da União Europeia e procura com todos ter as melhores relações possíveis".
"Da mesma forma que fui a Amesterdão reunir com o primeiro-ministro holandês, que estive em Berlim com a senhora Merkel, da mesma forma que estarei na segunda-feira com o primeiro-ministro francês em Paris, estive com o primeiro-ministro Alexis Trsipras na passada segunda-feira - e assinámos uma declaração conjunta", acrescentou.
O primeiro-ministro perguntou a Luís Montenegro "qual é o ponto dessa declaração conjunta que o senhor deputado não subscreveria".
Por outro lado, António Costa reclamou ter posto fim à "política submissa" e "de ausência dos dossiers principais da política europeia" do anterior Governo PSD/CDS-PP e ter recolocado Portugal "no centro da política europeia".
Desde que deixou de ser primeiro-ministro e assumiu o lugar de deputado, em Novembro do ano passado, esta foi a primeira vez que Passos Coelho não fez a intervenção do PSD no debate quinzenal na Assembleia da República com o primeiro-ministro, na Assembleia da República.
"Queria começar por felicitar o senhor deputado Pedro Passos Coelho pela sua reeleição para a liderança do PSD e pelo Congresso que teve lugar desde o nosso anterior debate, e desejar-lhe as maiores felicidades na continuidade das suas funções", declarou António Costa.
Em nome do PSD, Luís Montenegro criticou a "cumplicidade política entre o Governo e o Governo grego" que, no seu entender, ficou evidente na recente visita do primeiro-ministro a Atenas.
"Isso fez com que se desse uma imagem de que as situações vividas nos dois países são similares. Essa imagem é um erro estratégico para o nosso país", defendeu o social-democrata.
Luís Montenegro referiu que Portugal terminou o seu programa de resgate, enquanto a Grécia "ainda não encerrou o terceiro resgate e depara-se com a necessidade de tomar medidas muito difíceis, como o aumento do IVA".
Quanto a esta medida, observou: "Espero que o senhor primeiro-ministro não tenha ido à Grécia para se inspirar, francamente espero que isso não esteja em cima da mesa".
Na resposta, António Costa afirmou que "o Governo português é amigo de todos os países da União Europeia e procura com todos ter as melhores relações possíveis".
"Da mesma forma que fui a Amesterdão reunir com o primeiro-ministro holandês, que estive em Berlim com a senhora Merkel, da mesma forma que estarei na segunda-feira com o primeiro-ministro francês em Paris, estive com o primeiro-ministro Alexis Trsipras na passada segunda-feira - e assinámos uma declaração conjunta", acrescentou.
O primeiro-ministro perguntou a Luís Montenegro "qual é o ponto dessa declaração conjunta que o senhor deputado não subscreveria".
Por outro lado, António Costa reclamou ter posto fim à "política submissa" e "de ausência dos dossiers principais da política europeia" do anterior Governo PSD/CDS-PP e ter recolocado Portugal "no centro da política europeia".