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Brasil baixa juros pela segunda vez consecutiva
Depois da redução de Outubro, o banco central brasileiro voltou a baixar a taxa de referência em mais 0,25 pontos na reunião de Novembro que terminou esta quarta-feira, 30 de Novembro.
Depois da reunião de Outubro na qual baixou 0,25 pontos percentuais, o banco central decidiu na reunião desta quarta-feira, 30 de Novembro, voltar a baixar a taxa em mais 0,25 pontos, colocando-a nos 13,75%, o valor mais baixo do último ano e meio.
Em comunicado, a entidade de política monetária brasileira explica a descida pelo "conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom [Comité de Política Monetária]", que, acrescenta, "sugere actividade económica aquém do esperado no curto prazo, o que induziu reduções das projecções para o PIB em 2016 e 2017". Acreditando o banco central que a retoma económica pode, assim, "ser mais demorada e gradual do que a antecipada previamente".
Quanto à inflação, o banco central diz que se mostrou "mais favorável do que o esperado, em parte em decorrência de quedas de preços de alimentos, mas também com sinais de desinflação mais difundida". E estima uma inflação para este ano de 6,6% e para 2017 de 4,7%. Para 2018, as projecções são de 3,6% e 4,6% nos cenários de referência e mercado, respectivamente. A inflação está ainda acima da meta para 2017. E por isso a Globo cita economistas dizendo que o banco central vai continuar a reduzir a Selic nos próximos meses.
A evolução interna dita esta descida mas o comité de política monetária dá outra explicação, baseada em factores externos. "Há uma elevada probabilidade de retomada do processo de normalização das condições monetárias nos EUA no curto prazo", diz o comité, mas acrescenta-lhe "incertezas quanto ao rumo de sua política económica".
Os analistas até já antecipavam um corte desta dimensão, menor do que o estimado num momento anterior à vitória de Trump. Segundo a Globo, "a decisão do BC confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro, que reduziram, nas últimas semanas, a previsão para o tamanho do corte: de 0,50 para 0,25 pontos percentuais (que se confirmou). O motivo foi a vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA, que espalhou incertezas nos mercados, gerou alta do dólar e queda da bolsa nas economias emergentes".
(Notícia actualizada às 20:50 com mais informações)