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O que propôs o Governo grego no último Eurogrupo
A reunião entre os ministros da Zona Euro, que decorreu na segunda-feira, terminou sem acordo entre a Grécia e os restantes membros. Conheça algumas das propostas apresentadas por Atenas.
O Eurogrupo de segunda-feira, 16 de Fevereiro, terminou sem acordo entre a Grécia e os congéneres europeus. Atenas foi acusada de não apresentar medidas concretas. E acusou os restantes países de falta de flexibilidade.
A Reuters teve acesso a documentos que foram apresentados nessa reunião com algumas das propostas apresentadas por Atenas. Entre as medidas está o pedido de uma extensão dos prazos do programa de forma a se alcançar um acordo viável para as duas partes. Grécia propôs um período para que credores e Atenas negoceiem e encontrem um caminho comum.
- Período de três a seis meses para se alcançar "um acordo comum" entre a Grécia e os credores;
- Transferência directa dos lucros de 1,9 mil milhões de euros realizados pelo Banco Central Europeu com obrigações gregas para pagar ao FMI;
- Para resolver problemas de dinheiro de curto-prazo, Atenas propõe-se a cumprir os termos dos acordos estabelecidos, não tomar medidas que façam descarrilhar o orçamento e não tomar medidas sobre um ‘haircut’ dos empréstimos;
- Recorrer aos parceiros europeus como conselheiros antes de legislar para resolver os problemas da máquina fiscal;
- Não implementar medidas "recessivas", como cortes nas pensões e aumentos do IVA, durante o período de negociações
- Reduzir a burocracia existente no país, avançar com a reforma fiscal, do sistema de justiça, dos media e desmantelar carteis;
- Atenas diz que o Governo está "preparado e desejoso" de implementar uma extensão do acordo dos empréstimos até ao final de Agosto, ou durante "qualquer período que o Eurogupo entenda" ser razoável.
- Atenas concorda com uma série de "condicionantes sensíveis durante este período" e compromete-se a uma "revisão na íntegra" no final deste período.