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Venda de participação no Novo Banco depende das condições de mercado, diz Miranda Sarmento
Atual ministro das Finanças não exclui possibilidade de Estado acompanhar Lone Star, case esta avance para oferta e bolsa, mas defende que venda não é urgente.
Joaquim Miranda Sarmento não vê urgência na venda dos 25% do capital do Novo Banco detidos pelo Estado, e afirma que uma eventual decisão de acompanhamento da Lone Star numa oferta pública inicial (IPO, na sigla inglesa) de capital da instituição vai depender das condições de mercado.
"Depende das condições do mercado, claro. Vamos ver se há ou não IPO, quais são as condições, o mercado ditará a decisão do Estado nos próximos anos", afirma o ministro das Finanças em entrevista ao Negócios e Antena 1 no programa Conversa Capital.
O responsável das Finanças no Governo de Luís Montenegro, em gestão até às eleições de 18 de maio, poderá, dependendo do calendário e dos resultados eleitorais, ter nas mãos a decisão, mas admite que uma venda não é urgente e que Estado poderá não decidir vender no caso de a Lone Star avançar. "Se me perguntar se o Estado tem de vender neste ano ou no próximo ou daqui a dois anos, não necessariamente. Não vejo uma urgência na venda do Novo Banco. É natural que no médio e longo prazo o Estado acabe por vender", diz.
Ao Negócios e Antena 1, Miranda Sarmento comenta ainda um cenário eventual no qual a Caixa Geral de Depósitos avance para a compra de capital do Novo Banco, defendendo que esse é, em primeira análise, um cenário que cabe à gestão de Paulo Macedo ponderar. "A equipa de gestão de Paulo Macedo opera no mercado, conhece o mercado, toma as decisões operacionais que entende sem qualquer interferência política. Se entender que deve apresentar ao acionista uma proposta relacionada com eventual intervenção no mercado, depois o acionista terá de avaliar", diz.