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Sarkozy: "Vejam como está Espanha depois de sete anos de socialismo"
Na apresentação do seu programa eleitoral, Nicolas Sarkozy promete proteger a França da turbulência financeira, do terrorismo e da imigração descontrolada.
05 de Abril de 2012 às 19:10
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Mas citar o caso espanhol serve um outro objectivo de maior alcance. Sarkozy quer diferenciar-se do seu principal rival nas eleições, François Hollande, do Partido Socialista francês. “A crise de confiança” que Espanha atravessa, sustenta Sarkozy, deve-se a “sete anos de socialismo”, segundo a mesma fonte.
Segundo a mesma fonte, a tónica dominante no discurso de apresentação das propostas eleitorais do candidato-presidente é o proteccionismo, com uma nuance de valorização do trabalho e das responsabilidades pessoais. A política externa da França, contudo, tem pouca expressão.
Assim, Nicolas Sarkozy garante ao seu povo proteger a França da turbulência financeira, do terrorismo e da imigração descontrolada. “Nos próximos cinco anos quero criar uma França que seja suficientemente forte para tomar o futuro nas suas mãos”, frisou.
“Neste novo mundo, se a França não se quiser submeter, tem de ser forte”, pode ler-se no documento que contém as 32 propostas eleitorais. “A França pode manter os seus valores, a sua identidade, o seu modo de vida. Mas se quisemos continuar nesta França que amamos, temos de reconstruir, redefinir e reinventar as nossas políticas”, acrescentou.
Na conferência de imprensa, Sarkozy sinalizou ainda que não pretende aumentar a contribuição do seu país para o orçamento da União Europeia o que, garantiu, permite ao Executivo poupar cerca de 600 milhões de euros.
“Não perco tempo” a olhar para sondagens, diz Sarkozy
Nicolas Sarkozy adquire uma postura despreocupada quanto ao facto de as sondagens lhe darem uma derrota na segunda volta das eleições presidenciais francesas, marcadas para 6 de Maio. “Não perco tempo”a olhar para as sondagens, disse.
“Conheço muito bem os franceses e conheço muito as sondagens”, sublinhou. Mas não se fica por aqui: “se alguém que fosse favorito para vencer as eleições presidenciais tivesse ganho, nós teríamos tido presidentes muito diferentes”.