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Cameron sugere que "Brexit" poderia pôr em risco a paz
A pouco mais de seis semanas do referendo, o primeiro-ministro britânico sublinhou os "riscos" políticos da saída do Reino Unido da União Europeia.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, sugeriu esta segunda-feira, 9 de Maio, que a saída do Reino Unido da União Europeia poderia colocar em risco a paz.
"Temos mesmo a certeza que a paz e a estabilidade no nosso continente estão asseguradas, sem sombra de dúvida? Será que vale a pena correr esse risco? Seria precipitado assumir que estão garantidas", afirmou, citado pelo Guardian, num discurso em Londres, esta segunda-feira, 9 de Maio.
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Afirmando que acredita que o referendo de 23 de Junho vai decorrer com normalidade, Cameron argumentou que este voto é diferente, porque implica uma decisão que pode durar uma vida. Afirmando que respeita a perspectiva de quem defende outra posição, Cameron acrescentou que o Reino Unido será mais seguro, mais forte e melhor se ficar na União Europeia.
Referindo o conflito na Ucrânia, o primeiro-ministro britânico levantou a questão os "riscos" à paz, lembrando depois que a União Europeia "ajudou a reconciliar países" que foram inimigos durante décadas. "A verdade é que o que acontece na nossa vizinhança interessa aos britânicos. Foi assim em 1914, em 1940 e em 1989".
"O Reino Unido tem um interesse nacional fundamental em manter um propósito comum na Europa para evitar futuros conflitos entre países europeus. E isso exige liderança britânica, e exige que o Reino Unido se mantenha membro".
Esta segunda-feira, numa entrevista a um grupo alemão, citada pela France Presse, também o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que uma eventual saúde da União Europeia terá "consequências imprevisíveis" na convivência dos europeus.
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No início da campanha, há cerca de um mês, as sondagens não apontavam um resultado claro no referendo de 23 de Junho, sugerindo que os britânicos estão bastante divididos.