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EDP Renováveis retira brilho a Lisboa. PSI desvaloriza 0,35%
O principal índice português acompanhou a tendência de perdas que dominou a negociação europeia nesta segunda-feira. A EDP Renováveis foi a cotada que mais pressionou o PSI. Já a Semapa liderou os ganhos.
A bolsa de Lisboa encerrou a primeira sessão da semana em terreno negativo, em linha com o sentimento dominante na Europa, numa altura em que novas tarifas de Donald Trump voltam a pesar no sentimento da negociação, fustigando os mercados bolsistas.
O PSI caiu 0,35% para os 6.835,43 pontos e posicionou-se como um dos índices europeus que mais recuou esta segunda-feira. Das 15 cotadas que compõem a lista, dez desvalorizaram e apenas cinco terminaram com sinal verde.
A EDP Renováveis - um dos pesos pesados da bolsa portuguesa - foi a empresa que mais pesou, com um recuo de 2,5%, depois de ter brilhado no arranque, a liderar a tabela.
Logo atrás, a Altri perdeu 1,77%, numa altura em que o governo espanhol avalia os aspetos ambientais do investimento da cotada na Galiza, após um protesto no sábado que mobilizou milhares de pessoas na Corunha. Por outro lado, a Altri sofreu um corte de recomendação pela Renta 4, que passou a sugerir aos investidores que desinvistam na empresa.
O pódio das perdas fica composto pela Nos, que cedeu 1,04%. No vermelho, terminaram ainda a Mota-Engil (-0,95%), a EDP (-0,74%), a Corticeira Amorim (-0,62%), a Sonae (-0,58%), a REN (-0,38%) e a Galp Energia, que desvalorizou 0,23%, apesar do bom desempenho do petróleo nos mercados internacionais a esta hora. A Navigator protagonizou o recuo mais curto, em cima da linha d'água, com uma ligeira queda de 0,06%.
Em sentido inverso, a Semapa liderou os ganhos, a somar quase 2% (1,96%), seguida pelo BCP (1,21%) - que mantém o bom momento em bolsa, que tem sido a tónica dominante na negociação das ações do banco - e pela Ibersol (1,15%).
A subir terminaram ainda os CTT (0,68%), que viu a AS Independent Research a subir o seu preço-alvo, e a Jerónimo Martins (0,57%).