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IMF – EUA: Inflação de fevereiro abaixo do esperado

Banco do Canadá cortou taxas em 25 pontos base; EUA: Inflação de fevereiro abaixo do esperado; Preço do petróleo estável; Ouro acima dos $3000/onça.

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| Banco do Canadá corta taxas em 25 pontos base

O Banco do Canadá (BoC) cortou a taxa de juro de referência em 25 pontos base para 2.75%, como era esperado – foi o 7º corte consecutivo – e alertou para "uma nova crise" devido aos efeitos das tarifas dos EUA na economia canadiana. O BoC acrescentou que irá "proceder com cuidado a quaisquer outras alterações" das taxas, dada a necessidade de avaliar tanto as pressões ascendentes sobre a inflação, decorrentes de custos mais elevados, como as pressões descendentes decorrentes de uma procura mais fraca. Tiff Macklem, governador do BoC, afirmou que o Canadá está a enfrentar uma nova crise e que dependendo da extensão e da duração das novas tarifas dos EUA, o impacto económico pode ser grave, com a incerteza já a causar danos.

O Eur/Cad valorizou na última semana, tendo renovado novos máximos de 31 de julho de 2020 pelos C$1,5856. Após renovar tais máximos, o par corrigiu ligeiramente, permanecendo, no entanto, a cotar bem acima do seu suporte dos C$1,51 e da sua média movel a 200 dias que está atualmente pelos C$1,4949. O indicador MACD do Eur/Cad mantem aberto o sinal de compra do par.

EUA: Inflação de fevereiro abaixo do esperado

A inflação homóloga dos EUA recuou para 2.8% em fevereiro, abaixo dos 2.9% esperados pelo mercado e dos 3% registados em janeiro. Em cadeia, a inflação foi de 0.2%, também abaixo dos 0.3% esperados. As leituras inferiores ao esperado deveram-se parcialmente à queda de 4%, em cadeia, das tarifas aéreas. A inflação subjacente, que exclui produtos alimentares e energia, foi de 3.1% em fevereiro, abaixo dos 3.2% esperados e 3.3% registados em janeiro. Foi a primeira vez desde julho que a inflação e a inflação subjacente abrandaram simultaneamente. Por sua vez, os preços ao produtor nos EUA mantiveram-se inalterados em fevereiro, contrariando as previsões de uma subida de 0.3%, após um aumento revisto de 0.6% em janeiro. Em termos anuais, o índice de preços no produtor (PPI) abrandou para 3.2%, abaixo dos 3.7% de janeiro. O mercado atribui agora uma probabilidade de 97% a uma manutenção das taxas da FED na reunião da próxima semana.

O Eur/Usd iniciou a semana com uma forte subida, que o levou a renovar máximos de outubro de 2024 nos $1,0947 e a aproximar-se da sua resistência presente nos $1,10. O dólar recuperou na parte final da semana, com a sessão europeia a fechar na sexta-feira abaixo de $1.09. O indicador MACD mantem aberto o sinal de compra do par.

Preço do petróleo estável

O preço do petróleo manteve-se estável na última semana. Apesar das perspetivas de aumento da produção por parte da OPEC+ e da queda anual das importações de crude pela China, a desvalorização do dólar tem contribuído para sustentar o mercado.
O crude lateralizou, mantendo-se acima do suporte a $65/barril. Durante a semana, o preço da matéria-prima variou entre os $65,29 e os $67,94 por barril.

Ouro acima dos $3000/onça

O ouro valorizou ao longo da última semana, tendo ultrapassado, pela primeira vez, o nível dos $3000/onça. Esta subida ocorreu num contexto de incerteza global, impulsionada pelas tensões tarifárias e geopolíticas, bem como pelo receio de uma possível recessão nos EUA.
Após encerrar a semana anterior em torno dos $2900/onça, o ouro iniciou a semana com uma forte valorização, tendo renovado novos máximos históricos pelos $3004.86/onça. Após renovar tais máximos o ouro voltou a negociar ligeiramente abaixo dos $3000/onça.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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