Notícia
IP consigna obra de melhoria do IP3 à Ferrovial por 103 milhões de euros
Grande parte do troço do IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu vai ter perfil de autoestrada, permitindo que o tempo de viagem entre Coimbra e Viseu diminua de 65 para 43 minutos.
A Infraestruturas de Portugal (IP) assinou esta segunda-feira, em Tondela, o auto de consignação da empreitada no IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu à Ferrovial, num investimento de 103 milhões de euros para executar em 870 dias.
Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação salienta que o melhoramento do IP3 entre Viseu e Coimbra, em perfil de autoestrada, incluindo a duplicação da via entre Santa Comba Dão e Viseu, "é uma antiga aspiração das populações e dos utilizadores desta estrada que regista um nível de sinistralidade elevado, seja em número de acidentes, seja em vítimas mortais a lamentar".
"A intensidade de tráfego prejudica o nível de serviço, resultando, em alguns troços, em tempos de percurso com atraso superior a 80% e com velocidade média inferior a 60 Km/hora", refere o gabinete de Miguel Pinto Luz, salientando que " o objetivo da intervenção é aumentar a capacidade e melhorar o traçado deste troço, e a segurança rodoviária, permitindo que a via passe a ter perfil de autoestrada em grande parte do percurso e também vias de aceleração e abrandamento regulamentares nos nós de ligação".
Ao mesmo tempo, acrescenta, "pretende-se reduzir o tempo de viagem entre Coimbra e Viseu, de 65 para 43 minutos.
A obra de duplicação entre Santa Comba e Viseu integra o conjunto de intervenções rodoviárias prioritárias aprovado pelo Governo no Conselho de Ministros de 20 de março.
Segundo essa resolução, a IP deverá apresentar até final de junho o cronograma de ações, concursos e obras necessárias para garantir uma ligação rodoviária em traçado duplo (quatro vias) entre Souselas e Santa Comba Dão.
O Governo instruiu a empresa pública para que proceda ao desenvolvimento das ações necessárias à concretização de um conjunto de 30 projetos de infraestruturas rodoviárias, estando entre os objetivos a alcançar a complementaridade da rede rodoviária com os grandes projetos em desenvolvimento, tais como o novo aeroporto de Lisboa ou novos eixos ferroviários, o reforço das ligações por autoestradas sobretudo nas zonas do interior, ligações transfronteiriças e resolver estrangulamentos de mobilidade urbana. A IP terá ainda de avaliar a materialização dos principais eixos rodoviários em modelo de PPP.