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IAG reafirma interesse na TAP após lucros de 4,44 mil milhões em 2024
A companhia dona da British Airways e da Iberia mostra que a sua estratégia está a dar frutos e posiciona-se como uma dos favoritos à compra da TAP, que vê como estratégica para crescer nas rotas transatlânticas.
A companhia aérea IAG comunicou esta sexta-feira ao mercado lucros operacionais de 4,44 mil milhões de euros em 2024, acima das expectativas dos analistas, impulsionados pela forte procura por viagens de lazer. A empresa revelou ainda planos para a recompra de ações no valor de mil milhões de euros.
O grupo, que detém a British Airways, a Iberia e a Vueling, registou um aumento de 11% na receita do quarto trimestre, totalizando mais de oito mil milhões. O lucro operacional ajustado mais do que duplicou, nos últimos três meses de 2024, para 1,12 mil milhões, levando as ações a subirem 5,2% na sexta-feira, o maior ganho em quatro meses.
A IAG vê na TAP um ativo estratégico para expandir as suas operações nas rotas transatlânticas, um dos segmentos mais lucrativos do setor. Com o seu hub em Lisboa, a transportadora portuguesa oferece uma vantagem geográfica que poderia reforçar a conetividade da IAG entre a Europa, a América Latina e África.
A privatização da TAP, prevista para 2025, surge após anos de dificuldades financeiras e reestruturação após a pandemia da covid-19. As avaliações da companhia, pedidas pelo Governo, vão ser entregues no próximo dia 17 de março pela EY e o Banco Finantia à Parpública, entidade que detém a posição do Estado. As avaliações feitas em 2023 apontavam para um valor de mercado da companhia aérea entre os 800 milhões e os 1,1 mil milhões de euros.
Para além da IAG, também a Air France-KLM - cujo CEO acompanha a visita do presidente francês, Emmanuel Macron, a Portugal - e a Lufthansa já manifestaram interesse no processo de privatização da TAP, que o Governo pretende arrancar em março de forma a ficar concluído até final deste ano.
Ainda assim, a IAG continua a surgir como uma forte candidato. O mercado reagiu positivamente à estratégia da dona da British Airways, com as suas ações a terem subido já 12% em 2025, após mais do que duplicarem em 2024. A concorrência, incluindo a Lufthansa e a Air France-KLM, tem demonstrado maior dificuldade em acompanhar este ritmo de recuperação.