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Confinamento impõe quebra de 26% na produção das fábricas portuguesas
O índice que mede a produção industrial em Portugal caiu 25,9% em abril, face ao mesmo mês do ano passado, revela o INE.
A produção da indústria portuguesa afundou 25,9% em abril, face ao mesmo mês do ano passado, devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19. Esta variação prolonga e agrava a quebra verificada já no mês de março, quando o surto obrigou às primeiras medidas de contenção.
"Refletindo os constrangimentos à atividade económica determinados pelas medidas de contenção à disseminação da pandemia COVID-19, o índice de produção industrial registou uma variação homóloga de -25,9% em abril, taxa inferior em 19,1 pontos percentuais (p.p.) à observada em março", informa o INE.
Para esta evolução contribuíram todos os grandes agrupamentos industrias, com destaque para os bens de consumo, que registaram uma descida de 30%, depois da quebra de 8,8% verificada no mês anterior.
No caso dos bens intermédios e dos bens de investimento, a queda foi de 21% e de 43,7%, respetivamente, enquanto na energia a descida ficou-se pelos 12%, depois da subida de 14% observada em março.
Na comparação em cadeia – ou seja, face ao mês anterior – a produção industrial em Portugal desceu 18,2%, somando o terceiro mês consecutivo de quebras.
Também neste caso foram os bens de consumo que deram o contributo mais negativo, com uma diminuição de 22,5% face a março.
Apesar de as medidas de confinamento se terem estendido no mês de maio, em praticamente toda a Europa, os primeiros dados apontam para uma ligeira recuperação deste setor, com o PMI para a indústria da Zona Euro a melhorar dos 33,4 pontos em abril para 39,4 pontos em maio.
(Notícia em atualizada às 11:33)