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REN reafirma confiança em João Conceição. É um "técnico excecional"
Rodrigo Costa, CEO da REN, reafirma a confiança que tem em João Conceição, arguido no caso EDP, apontando as capacidades profissionais e elogiando o serviço que tem prestado na distribuidora.
"Excecional técnico", "pessoa muito respeitada do setor", "peça fundamental da equipa de gestão" da REN e "grande especialista", é a descrição que Rodrigo Costa faz de João Conceição perante a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Pagamento de Rendas Excessivas aos Produtores de Eletricidade, esta terça-feira, 12 de fevereiro. João Conceição foi assessor de Manuel Pinho no Governo de José Sócrates e trabalha agora na REN, sendo responsável pela área das operações e questões financeiras.
Tendo isto em conta, Rodrigo Costa reitera a confiança do conselho de administração da empresa neste técnico. Conceição tem a "solidariedade do conselho de administração mesmo em relação a estas questões que têm sido levantadas", isto é, as acusações de corrupção de que é alvo no processo EDP. Para o CEO da REN, João Conceição possui um "percurso nada diferente de pessoas que trabalham na energia em cargos importantes".
Ainda no que diz respeito à carreira do técnico, ressalva que não tem "razão absolutamente nenhuma para duvidar" de que este tenha sido recomendado por um acionista da REN para integrar os quadros da empresa.
Recentemente, foi confirmado que João Conceição terá auferido 10.000 euros mensais pelos serviços prestados no BCP, após ter assumido o cargo de assessor de Manuel Pinho para a Energia. Estes valores, segundo documentação entregue pelo ministério, foram sugeridos pelo próprio em correspondência trocada com os gestores da EDP e EDP Renováveis, António Mexia e João Manso Neto, sendo que a elétrica terá sido a ponte com o BCP, que na altura era acionista desta empresa.
Em maio do ano passado, Rodrigo Costa disse que não existem "razões claras" para que gestores da distribuidora estejam a ser contemplados na investigação do caso EDP e acrescentou que o conselho de administração continuava a ter confiança nessas pessoas. São arguidos neste processo João Faria Conceição e o responsável de regulação da REN, Pedro Furtado.