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Greenvolt e Ascendi dão à luz projeto pioneiro na Maia
A empresa dos norte-americanos KKR, em parceria com a concessionária de autoestradas comprada em 2016 pelo fundo francês Ardian, criou a sua primeira comunidade de energia em Portugal a integrar uma bateria para armazenamento.
Após ter desenvolvido mais de 160 projetos em Portugal, contando já com 45 comunidades de energia em funcionamento, a Greenvolt Comunidades acaba de concluir aquela que garante ser a primeira em Portugal a integrar uma bateria para armazenamento.
Instalada no Centro Operacional da Ascendi, na Maia, esta solução, garante a empresa da Greenvolt, permite armazenar o excedente de energia e utilizá-lo nos períodos em que a produção fotovoltaica é insuficiente para as necessidades, nomeadamente à noite e nos períodos de maior consumo de rede, durante o qual o preço da energia é mais elevado (entre as 18 e as 22h).
Este projeto "irá permitir uma independência da rede de cerca de 25% e um aumento do autoconsumo em cerca de 6%, evitando a emissão de 112 toneladas por ano de CO2", afiança a Greenvolt Comunidades, em comunicado.
Desenvolvido em parceria com a concessionária de autoestradas portuguesa comprada em 2016 pelo fundo francês Ardian, a empresa do fundo de "private equity" norte-americana KKR explica que, numa primeira fase, a unidade de produção pré-existente no centro operacional da Ascendi foi aumentada , "passando a contar com uma capacidade instalada de 298 kWp capaz de produzir 368 MWh anuais de energia limpa, dos quais 270 MWh para autoconsumo da Ascendi numa rede partilhada entre mais de 10 pontos de entrega (CPEs) da empresa".
Entretanto, com a nova solução, o excedente de energia fotovoltaica pode "ser armazenado numa bateria com capacidade de 96,7 kWh, que garante a disponibilidade nos períodos de menor ou ausência de produção solar", realça a Greenvolt Comunidades.
"A integração de armazenamento na Comunidade de Energia que estamos a desenvolver com a Ascendi, para além da particularidade de ser a primeira que desenvolvemos em Portugal com recurso a bateria, representa um avanço na forma de gerir e utilizar energia renovável", considera João Manso Neto, CEO do grupo Greenvolt, que acredita que este modelo, "também num contexto de autoconsumo coletivo, representa um ganho de eficiência significativo, garante maior previsibilidade de custos, para além de contribuir para reforçar a resiliência da rede".
Para Bernardo Serafim, administrador executivo da Ascendi, "fazer parte desta comunidade vai ao encontro daquela que é a missão do grupo, ao reforçar o compromisso em reduzir a pegada ambiental" da sua atividade, "contribuindo para um caminho mais sustentável, através da inovação".
"Simultaneamente, acreditamos que a utilização progressiva de energia verde contribui de forma decisiva para acelerar a transição energética", conclui o mesmo gestor.
Já José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades, realça que "as Comunidades de Energia permitem não só, a produção e consumo de energia solar, mas também exponenciar esse consumo para outros pontos de entrega, como é o caso da Comunidade de Energia da Ascendi, que irá usufruir da partilha de energia limpa e mais barata em mais de 10 locais diferentes".
De resto, o CEO da Greenvolt Comunidades sublinha "a importância de associar sistemas de armazenagem à produção, permitindo um melhor aproveitamento da capacidade de produção instalada, potenciando ainda mais os benefícios de um modelo integrado de produção e partilha através das Comunidades de Energia".