Notícia
Gigante de escritórios partilhados Wework vai declarar falência nos EUA e Canadá
O processo não afeta as filiais fora dos Estados Unidos e do Canadá, acrescentou o grupo, em comunicado, afirmando que as "operações globais vão continuar como habitualmente".
07 de Novembro de 2023 às 08:28
O gigante norte-americano dos escritórios partilhados WeWork, em sérias dificuldades há vários anos, anunciou esta segunda-feira que vai declarar falência para negociar com os credores uma redução "significativa" da dívida e reestruturar as atividades.
O processo não afeta as filiais fora dos Estados Unidos e do Canadá, acrescentou o grupo, em comunicado, afirmando que as "operações globais vão continuar como habitualmente".
No início de agosto, a WeWork avisou a entidade reguladora da bolsa norte-americana que temia pela sobrevivência: "Há dúvidas substanciais sobre a capacidade da empresa para continuar em atividade", afirmou então.
Segundo a empresa, as causas são as perdas financeiras, as necessidades de liquidez e a diminuição do número de inquilinos. A empresa explicou que tinha perdido milhares de milhões de dólares nos primeiros seis meses de 2023, devido a uma queda da procura ligada às más condições económicas.
A 01 de novembro, a agência de notação financeira Standard and Poor's anunciou que tinha baixado a notação do grupo para "incumprimento parcial", depois de a WeWork ter comunicado problemas com o pagamento dos juros da dívida.
Outrora uma start-up de referência, a WeWork angariou milhares de milhões de dólares do grupo japonês SoftBank. Mas a gestão controversa do fundador, Adam Neumann, preocupou os investidores, que acabaram por o destituir em 2019.
Depois, a pandemia de covid-19 esvaziou os escritórios e a empresa não conseguiu recuperar, uma vez que a procura de instalações comerciais caiu a pique com o aumento do teletrabalho.
O grupo chegou a ser avaliado em 47 mil milhões de dólares (43,8 mil milhões de euros).
O processo não afeta as filiais fora dos Estados Unidos e do Canadá, acrescentou o grupo, em comunicado, afirmando que as "operações globais vão continuar como habitualmente".
Segundo a empresa, as causas são as perdas financeiras, as necessidades de liquidez e a diminuição do número de inquilinos. A empresa explicou que tinha perdido milhares de milhões de dólares nos primeiros seis meses de 2023, devido a uma queda da procura ligada às más condições económicas.
A 01 de novembro, a agência de notação financeira Standard and Poor's anunciou que tinha baixado a notação do grupo para "incumprimento parcial", depois de a WeWork ter comunicado problemas com o pagamento dos juros da dívida.
Outrora uma start-up de referência, a WeWork angariou milhares de milhões de dólares do grupo japonês SoftBank. Mas a gestão controversa do fundador, Adam Neumann, preocupou os investidores, que acabaram por o destituir em 2019.
Depois, a pandemia de covid-19 esvaziou os escritórios e a empresa não conseguiu recuperar, uma vez que a procura de instalações comerciais caiu a pique com o aumento do teletrabalho.
O grupo chegou a ser avaliado em 47 mil milhões de dólares (43,8 mil milhões de euros).