Notícia
Cheyenne liquidada após usar dois milhões do Estado para abater passivo bancário
Insolvente há já um ano, registando um "enorme buraco" financeiro, "ausência de rigor na gestão", uma "estrutura organizacional pesada" e "uma grande confusão nas relações entre as empresas do grupo da sociedade insolvente".
Insolvente há já um ano, registando um "enorme buraco" financeiro, "ausência de rigor na gestão", uma "estrutura organizacional pesada" e "uma grande confusão nas relações entre as empresas do grupo da sociedade insolvente".
De acordo com o administrador de insolvência da Facontrofa, esta era a situação em que se encontrava a empresa que comercializava vestuário da marca Cheyenne, no Outono passado, quando o IAPMEI decidiu injectar dois milhões de euros e tomar 40% do capital desta sociedade.
Poucas semanas após a entrada do Estado na Facontrofa, quando aquele instituto estatal tinha já reforçado os cofres da empresa em 1,5 milhões de euros, a fábrica deixou de laborar. Para onde foi o dinheiro público? "Esta injecção de capital, destinada a amortizar dívidas junto dos fornecedores, acaba por ser utilizada pelas instituições bancárias para amortizar passivo bancário", sublinha o gestor judicial, Nuno Oliveira da Silva, no seu relatório, anteontem concluído, a que o Negócios teve acesso.
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De acordo com o administrador de insolvência da Facontrofa, esta era a situação em que se encontrava a empresa que comercializava vestuário da marca Cheyenne, no Outono passado, quando o IAPMEI decidiu injectar dois milhões de euros e tomar 40% do capital desta sociedade.
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