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Inflação abranda para 1,9% em março. Inflação "crítica" assume o mesmo valor

Estimativa rápida do INE revela que este é o valor mais baixo desde o verão do ano passado e é explicado por um abrandamento na chamada "inflação crítica". Preço dos alimentos terá voltado a aumentar e o preço da energia manteve-se estável.

As margens de lucro foram responsáveis por dois terços da inflação em 2022, de acordo com cálculos do Banco de Portugal.
João Cortesão
31 de Março de 2025 às 11:19
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A variação homóloga da taxa de inflação terá abrandado para 1,9% em março, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgada esta segunda-feira. Este é o valor mais baixo desde o verão do ano passado e é explicado por um abrandamento na chamada "inflação crítica", enquanto os preços dos alimentos aumentaram e os preços da energia se mantiveram estáveis.

"Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) terá diminuído para 1,9% em março de 2025, taxa inferior em 0,5 pontos percentuais à observada no mês anterior", revela o INE. 

A inflação subjacente, que exclui produtos com preços mais sujeitos a grandes variações de preços (como produtos alimentares não transformados e energéticos), terá abrandado também para o mesmo valor, depois de se ter fixado em 2,5% no mês precedente. Este indicador é usado para aferir sobre o "enraizamento" da inflação no cabaz de produtos com preços menos voláteis, como educação e saúde.

Nos produtos com maiores variações de preços, o índice relativo aos produtos energéticos teve uma variação homóloga nula, após ter abrandado para 1,5% no mês anterior.

Por outro lado, a variação homóloga do índice referente aos produtos alimentares não transformados (alimentos frescos) aumentou de 2,4% para 2,8%. Os preços dos alimentos não transformados têm estado a subir desde o início do ano, depois de, em janeiro, se terem começado a notar os efeitos de base da retirada do IVA Zero, medida que permitiu isentar de IVA um cabaz de bens alimentares essenciais e que contribuiu para travar a inflação em Portugal.

Em comparação com o mês anterior, a variação do IPC terá sido 1,4%, um valor que compara com -0,1% registados em fevereiro e 2,0% em março do ano passado. O INE estima ainda que a variação média da inflação nos últimos doze meses tenha sido de 2,4%, menos uma décima do que no mês anterior.

Já a variação homóloga do índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) português, que permite comparar a evolução dos preços em Portugal com a dos restantes Estados-membros, terá diminuído de 2,5% para 1,9% em março. Este indicador distingue-se do IPC por considerar não só a despesa realizada por residentes, mas também as despesas dos turistas, o que faz com que dê um peso maior a serviços, como restauração e hotelaria.


Os dados definitivos referentes ao IPC de março serão publicados no próximo dia 10 de abril.

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