Notícia
Fecho dos mercados: Bolsas sobem, juros descem e petróleo desvaloriza
Numa sessão marcada pela intenção do BCE de reforçar o programa de compra de dívida, a Bolsa de Lisboa fechou em alta em linha com as congéneres europeias. A taxa de juro implícita na dívida soberana caiu em Portugal tal como as bunds alemãs. O euro está a desvalorizar face ao dólar e o petróleo recua nos mercados internacionais.
Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,46% para 6.134,46 pontos
Stoxx 600 subiu 1,57% para 404,33 pontos
S&P 500 mantém-se inalterado nos 2.129,25 pontos
"Yield" 10 anos de Portugal recua 5,3 pontos base para 2,362%
Euro recua 1,63% para 1,1131 dólares
Petróleo sobe 3,21% para 57,52 dólares por barril
Papeleiras e BCP impulsionam bolsa de Lisboa
As bolsas europeias avançaram esta terça-feira, animadas pela possibilidade de um aumento do ritmo de compra de dívida pública pelo Banco Central Europeu, para estimular a economia europeia. A declaração de Benoit Coeure levou a bolsa alemã e grega a subirem mais de 2%.
Em Lisboa, o PSI-20 avançou 0,46%, impulsionado pelos ganhos das papeleiras, do BCP e do grupo EDP. A Semapa avançou 4,12% para 13,785 euros e a Altri subiu 5,36% para 4,107 euros. Este sector exportador beneficia da queda do euro verificada esta terça-feira.
Juros recuam com compras do BCE
Os juros da dívida recuaram esta terça-feira na Europa, após o anúncio da intenção do Banco Central Europeu de aumentar o ritmo da compra de dívida, em Maio e Junho, para antecipar a reduzida liquidez do Verão. A "yield" das obrigações portuguesas recuou 5,3 pontos base para 2,362%, assim como a dívida alemã. O spread face aos bunds alemães recuou ligeiramente para 172 pontos base.
Euribor atinge novo mínimo histórico
A Euribor a três meses atingiu o valor mais baixo de sempre. Recuou de -0,011%, o anterior mínimo histórico, fixado na segunda-feira, para -0,012%. A taxa, que constitui um importante indexante nos créditos à habitação em Portugal, tem caído significativamente na sequência da política monetária do Banco Central Europeu.
Compras do BCE pressionam euro
O euro recuou esta terça-feira para um mínimo de dois meses, após um membro do BCE ter admitido que o banco central pode acelerar a compra de activos em Maio e Junho. O euro tem recuado com a injecção de liquidez provocada por este programa. A moeda única está a desvalorizar 1,63% para 1,1131 dólares.
Petróleo cai com dólar forte
O petróleo está a desvalorizar mais de 2,5%, pressionado pela subida do dólar e pelo alerta do Goldman Sachs para a continuação de oferta excedentária nos mercados. O Brent, negociado em Londres, recua 2,78% para 64,43 dólares. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 3,21%, para 57,52 dólares, pela quinta sessão consecutiva.
Destaques do dia
BCE pretende acelerar compra de activos em Maio e Junho. Benoit Coeure admitiu esta terça-feira que o Banco Central Europeu pretende acelerar a compra de activos antes da chegada do Verão, um período, tradicionalmente, marcado pela baixa liquidez.
Inflação na Zona Euro sai de terreno negativo. A taxa de inflação na Zona Euro situou-se em 0%, saindo desta forma de terreno negativo. As taxas de inflação mais baixas foram verificadas na Grécia e Chipre e as mais elevadas em Malta e Áustria.
Espanha financia-se pela primeira vez a juros negativos numa emissão a nove meses. O Tesouro espanhol foi ao mercado financiar-se em quase 3,5 mil milhões de euros. Na emissão a nove meses Espanha conseguiu uma taxa negativa, pela primeira vez neste prazo.
Merkel tenta evitar rebelião na CDU contra novo resgate à Grécia. Merkel está a tentar controlar os objectores, que poderão ser quase um terço dos parlamentares conservadores, preparando-os para a eventualidade de "terem de aprovar mais ajudas para evitar um ‘default’ na Grécia", escreve a Bloomberg. Juncker espera acordo para breve, mas não na cimeira de Riga desta semana.
O que vai acontecer amanhã
Fed. Divulgação das minutas relativas à mais recente reunião de política monetária, realizada entre 28 e 29 de Abril
Banco de Inglaterra. Divulgação das minutas relativas à mais recente reunião de política monetária, realizada a 11 de Maio
INE. Síntese económica de conjuntura, em Abril