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Wall Street no vermelho após Trump ameaçar com tarifas sobre todos os bens chineses
Depois de o presidente dos Estados Unidos ter voltado a ameaçar aplicar uma taxa alfandegária de 25% sobre todos os bens importados da China, as principais praças norte-americanas negoceiam em queda face à preocupação dos investidores quanto ao agravar da disputa comercial entre Washington e Pequim.
O índice Dow Jones abriu a sessão bolsista desta terça-feira, 27 de Novembro, a perder 0,34% para 24.557,02 pontos, acompanhado pelo Nasdaq Composite a recuar 0,57% para 7.041,51 pontos, e pelo Standard & Poor’s 500 a resvalar 0,38% para 2.663,30 pontos.
É uma vez mais a apreensão dos investidores quanto às consequências do agravamento da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China que está a pressionar as principais bolsas norte-americanas.
Isto acontece depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter voltado a ameaçar impor uma tarifa aduaneira reforçada de 25% sobre todos os bens importados da China.
Em entrevista ao The Wall Street Journal, Trump avisou que avançará com os planos de aumentar as tarifas actualmente impostas em cerca de 200 mil milhões de bens chineses se o próximo encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, não permitir chegar a um acordo.
Trump e Xi Jinping deverão abordar o tema à margem do encontro do G20 que terá lugar no próximo fim-de-semana.
Uma das empresas penalizadas pelas declarações de Trump - que admitiu que também os computadores portáteis e os iPhones importados da China poderão ser alvo de tarifas reforçadas – é a Apple que recua 1,28% para 172,39 dólares.
Fabricantes de chips que apresentam maior grau de exposição à China como a Micron Technology (-0,44% para 36,41 dólares) ou a Nvidia Corp (-0,88% para 151,71 dólares) também começaram o dia a negociar em terreno negativo.