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Wall Street fecha mista na véspera de anúncio de tarifas recíprocas

Os principais índices dos EUA fecharam em terreno dividido, à medida que se aproxima o anúncio das tarifas recíprocas. A valorização de algumas das maiores tecnológicas do mundo acabou por contrariar as perdas, num dia de elevada volatilidade nos mercados.

Mark Lennihan/AP
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Os principais índices norte-americanos fecharam a sessão desta terça-feira com uma maioria de ganhos, após a recuperação tardia de algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo ter dado ímpeto a Wall Street.

Num dia marcado por volatilidade, a maioria dos índices acabou por avançar, apesar de a Casa Branca ter dito que as tarifas recíprocas que serão anunciadas na quarta-feira terão efeito imediato, o que aumentou as preocupações sobre os potenciais impactos de uma guerra comercial na economia norte-americana e mundial.

O S&P 500 ganhou 0,38% para os 5.633,07 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,87% para 17.449,89 pontos. Já o Dow Jones desvalorizou 0,03% para 41.989,96 pontos.

Durante o dia, os investidores mantiveram-se atentos à divulgação de importantes dados económicos, como o PMI indústria do ISM - um índice mensal que acompanha o sector da indústria transformadora da economia dos Estados Unidos (EUA). O índice caiu para 49 pontos em março, contra os 50,3 registados em fevereiro, tendo ficado abaixo das previsões do mercado, que apontavam para os 49,5 pontos.

"A procura e a produção recuaram e a redução de pessoal continuou, uma vez que as empresas dos membros do painel responderam à confusão da procura. O crescimento dos preços acelerou devido às tarifas, causando atrasos na colocação de novas encomendas, abrandamento das entregas dos fornecedores e crescimento das existências da indústria transformadora", disse Timothy Fiore, presidente do comité da sondagem industrial do ISM, citado pela Trading Economics.

À medida que o prazo para o anúncio das tarifas recíprocas se aproxima, não é claro até que ponto Trump estará disposto a ir para alterar o atual sistema de comércio global, fator que tem aumentado a incerteza junto dos investidores.

"O sentimento permanece frágil antes do dia das tarifas", disse à Bloomberg Fawad Razaqzada do City Index. "Com o âmbito exato destas medidas ainda incerto, é de esperar que os investidores se mantenham cautelosos. A trajetória das ações permanece altamente incerta nas perspectivas de curto prazo", acrescentou o especialista.

O índice de volatilidade CBOE – conhecido como o "índice do medo" de Wall Street – tem-se mantido persistentemente acima dos 20 pontos, um nível associado à volatilidade dos mercados e à desvalorização de ações.

Três dos mais fiáveis "bulls" de Wall Street reconheceram que estavam demasiado otimistas nas suas estimativas para o S&P 500 este ano. Estrategas do Goldman Sachs, Société Générale e Yardeni Research reduziram os seus objetivos de fim de ano para o índice de referência, de acordo com a Bloomberg. Ainda assim, esperam que o S&P 500 termine o ano acima do valor de fecho desta segunda-feira.

Quanto às "big tech", a Alphabet ganhou 1,70%, a Nvidia subiu 1,63%, a Amazon avançou 1%, a Microsoft pulou 1,81%, a Meta registou ganhos de 1,67% e a Apple saltou 0,48%.

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