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Queda da EDP leva PSI-20 a perder cotadas avaliadas em mais de dez mil milhões
A EDP era a única cotada nacional a aguentar uma avaliação acima de dez mil milhões de euros. Mas passou abaixo desse patamar. Desde o início de Julho que houve sempre pelo menos uma empresa da bolsa portuguesa avaliada acima daquela fasquia.
Há um mês a bolsa nacional registou um factor que já não acontecia desde a crise financeira. Teve em simultâneo três cotadas avaliadas em mais de dez mil milhões de euros (EDP, Galp e Jerónimo Martins). Mas as quedas das últimas semanas levaram a que, aos valores de fecho desta sessão, nenhuma empresa da bolsa nacional seja avaliada pelo mercado acima daquela fasquia, o que ocorre pela primeira vez desde o início de Julho, altura em que os mercados passavam pela ressaca do referendo do Brexit.
A EDP era a única resistente acima do patamar de dez mil milhões. No entanto, a descida acumulada de 7,88% nas duas últimas sessões, a que corresponder a perda de 624,85 milhões de euros de capitalização bolsista, levou a eléctrica a passar abaixo do patamar de dez mil milhões de euros. A eléctrica liderada por António Mexia está agora avaliada em 9.869 milhões de euros, de acordo com a Bloomberg.
Já a Galp tinha passado abaixo da fasquia de dez mil milhões de euros no início de Novembro. Disputa de perto a liderança de mais valiosa da bolsa portuguesa com a EDP. A petrolífera está avaliada em 9.856 milhões de euros, segundo dados da Bloomberg.
A Jerónimo Martins também já esteve avaliada pelo mercado em mais de dez mil milhões de euros recentemente. No entanto, a capitalização bolsista da retalhista passou abaixo daquela marca a 25 de Outubro. A dona do Pingo Doce, aos actuais preços de mercado, está avaliada em 9.487 milhões de euros.
O tamanho das empresas é algo que pode ser importante para algumas gestoras de activos, que têm restrições de mandato relacionadas com a capitalização bolsista.