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IMF – Inflação do Reino Unido abaixo do esperado

Inflação do Reino Unido abaixo do esperado; Índice de preços PCE dos EUA estável em fevereiro; Petróleo testa resistência; Ouro em máximos históricos

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| Inflação do Reino Unido abaixo do esperado

A inflação do Reino Unido abrandou para 2.8% y/y, em fevereiro, abaixo dos 2.9% esperados e dos 3% registados no mês anterior. A leitura correspondeu às expectativas do Banco de Inglaterra (BoE). A queda da inflação foi impulsionada pela primeira queda dos preços do vestuário e calçado em mais de 3 anos. Já a inflação subjacente, que exclui componentes voláteis, fixou-se em 3.5% y/y, abaixo dos 3.7% observados em janeiro. A inflação dos serviços, observada de perto pelo BoE, permaneceu em 5.0% y/y. Numa outra nota, a Ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, afirmou que o Office for Budget Responsibility (OBR) prevê uma inflação de 3.2% em 2025 (vs 2.6% previstos em outubro) e um crescimento do PIB de 1% em 2025. De acordo com as previsões do OBR, o governo britânico deverá contrair mais £47,6 mM até ao final da década do que o previsto em outubro.

Ao longo da semana, o Eur/Gbp prolongou o sentimento de correção que advinha desde que falhou o teste à resistência das £0.845 a 11 de março. Deste modo, o Eur/Gbp continuou a perder terreno, ao ponto de renovar mínimos de mais de 3 semanas nas £0.8313, recuperando posteriormente para as £0.8350. O próximo suporte do Eur/Gbp está nas £0.83. O MACD apresenta um sinal de venda do par.

| Índice de preços PCE dos EUA estável em fevereiro

O índice de preços PCE dos EUA, que mede a inflação através dos bens e serviços adquiridos pelos consumidores, permaneceu em 2.5% y/y em fevereiro, tal como era esperado pelo mercado. Em cadeia, o índice PCE subiu novamente 0.3%, também como esperado. Já a variação do índice PCE subjacente, que exclui componentes voláteis, subiu para 2.8% y/y em fevereiro, face aos 2.7% esperados e à revisão em alta de 2.6% para 2.7% em janeiro. Em cadeia, a inflação subjacente subiu 0.4% em fevereiro, na sua maior subida desde janeiro de 2024. A FED acompanha de perto o índice PCE para o comparar com a sua meta de inflação de 2%. Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços do PIB dos EUA, subiram 0.4% em fevereiro, acima da queda de 0.3% registada em janeiro.

O Eur/Usd iniciou a semana a dar continuidade às perdas da semana anterior, numa correção após o teste à resistência dos $1.0950. Na quinta-feira de manhã, o Eur/Usd completou 6 sessões consecutivas de perdas, ao ponto de renovar mínimos 3 semanas nos $1.0731. Nos últimos dois dias da semana, o par recuperou até meados dos $1.0830. A sua média móvel a 200 dias cota perto dos $1.0726. O indicador MACD abriu sinal de venda.

| Petróleo testa resistência

O preço do petróleo apresentou uma semana globalmente positiva, beneficiando das tarifas de 25% de Donald Trump sobre os países que adquiram petróleo e gás da Venezuela e de esforços anteriores dos EUA para reduzir ao máximo as exportações de petróleo do Irão. No final da semana, os ganhos foram condicionados pela imposição de tarifas dos EUA de 25% a todos os automóveis e peças que não sejam produzidos nos EUA.

O petróleo deu continuidade à valorização da semana anterior, ao ponto de renovar máximos de quase um mês nos $70.22/barril. No entanto, no final da semana os ganhos estagnaram, com o preço do petróleo a ir de encontro à resistência dos $70.30/barril.

| Ouro em máximos históricos

O ouro voltou a valorizar e renovou máximos históricos, beneficiando do seu estatuto de ativo de refúgio, após Donald Trump ter intensificado a guerra comercial ao anunciar tarifas de 25% sobre os automóveis ligeiros e peças importadas nos EUA.

O ouro iniciou a semana estável, suportado pelo nível dos $3000/onça. No entanto, durante o resto da semana, o metal precioso voltou a ganhar terreno, ao ponto de renovar máximos históricos nos $3086/onça na sexta-feira.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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