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Fundo Adar entra na administração da Pharol que mantém Palha da Silva como presidente

A proposta à assembleia-geral mantém a maioria do conselho de administração da Pharol actualmente em funções. Mas o fundo Adar Capital entra no conselho. Lacerda Machado mantém-se presidente da mesa da assembleia-geral.

17º - Luís Palha da Silva – Pharol: 172,5 mil euros
09 de Maio de 2018 às 10:55
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Uma das poucas novidades da proposta para o conselho de administração da Pharol para novo mandato é a entrada de um representante da Adar Capital. Bryan Shapira será administrador da Pharol, de 2018 a 2020. 

Esta é uma das novidades da proposta que será votada na assembleia-geral marcada para 25 de Maio.

Bryan Shapira é administrador da Adar Capital, empresa que assumiu no início de Maio ter já uma posição de 10,3% da Pharol, sendo mesmo a maior accionista individual.

Há também a entrada de Maria Megre de Sousa Coutinho, que em São Paulo desempenha funções na consultora Ocean, da qual foi fundadora. A sua carreira esteve quase sempre ligada à distribuição, tendo inclusivamente estado na Jerónimo Martins de 1997 a 2011, onde se cruzou com Luís Palha da Silva.

Este gestor vai manter-se na liderança da Pharol, de acordo com a proposta assinada pelo Novo Banco, High Bridge e Visabeira.

A Visabeira, embora tendo deixado de ter participação qualificada na Pharol, é um signatário da proposta para os órgãos sociais, e mantém João Pisco de Castro na administração.

Mantêm-se também em funções, se a proposta for aprovada, Jorge Cardoso, do Novo Banco, Pedro Morais Leitão, Jorge Santiago das Neves, Aristóteles Drummond, Maria do Rosário Pinto Correia, e o investidor Nelson Tanure, que está também na Oi.

Aliás, a Pharol e Tanure têm sido os principais rostos da oposição ao plano de recuperação na brasileira Oi, tendo Tanure, inclusivamente, reduzido a sua posição na operadora brasileira.

A proposta mantém também Diogo Lacerda Machado como presidente da mesa da assembleia-geral, que terá como secretária da mesa Maria de Lourdes da Cunha Trigoso.

O conselho fiscal continuará a ser presidido por José Maria Ribeiro da Cunha. Mas na comissão de vencimentos António Gomes Mota sobe a presidente, tendo como vogais Francisco Lacerda - presidente dos CTT - e Pedro Falcão. Gomes Mota é "chairman" dos CTT. Pinto Correia sai deste órgão, no qual se mantinha há muitos antes, ainda do tempo em que a empresa era denominada PT SGPS.

A proposta é assinada pelo Novo Banco, Hight Bridge e Visabeira, que detêm mais de 26% do capital da cotada.
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