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Russo Kiselev garante "liquidez financeira" no ataque aos Estaleiros de Viana
O grupo russo RSI, que concorre, num duelo com a brasileira Rio Nave, à reprivatização dos Estaleiros de Viana, garante deter grande solidez e liquidez financeira capaz de suportar a compra e o crescimento da empresa portuguesa.
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"A gestão de três estaleiros navais, uma fábrica de metalomecânica, que engloba a construção de plataformas 'onshore' e componentes para plataformas 'offshore', com competências em matéria de engenharia e de design de navios, são algumas das características que fazem da RSI uma companhia de excelência na área naval, com forte credibilidade internacional", garante o grupo russo, em comunicado enviado ao Negócios pela agência portuguesa de comunicação que está a assessorar a RSI.
O grupo russo enfatiza que "as competências técnicas e o 'know-how' dos trabalhadores dos ENVC são muito valorizados pela RSI", que vê Viana do Castelo "como estrutura fundamental para o crescimento da sua afirmação internacional". Adianta ainda que "a gestão do projecto será confiada a uma equipa portuguesa".
Na Rússia, a RSI gere três estaleiros navais – na costa do lago Onega, em Nizhnij Novgorod e em Volvogrado. Nesta última cidade, detém uma fábrica de estruturas especiais, onde se produzem equipamentos de perfuração e estruturas de aço de grandes dimensões. A RSI destaca que, entre vários prémios nacionais e internacionais, esta fábrica ganhou uma distinção pelo "contributo para o reforço da competitividade da Rússia".
Através da mesma fonte, a embaixada da Rússia em Portugal assegura que a RSI "integra um grupo de excelência com uma forte reputação internacional e com grande experiência nesta área de actividade, gerindo três estaleiros e uma fábrica de metalurgia na Rússia, com uma sólida posição financeira".
E conclui, sublinhando que "a RSI está firmemente decidida a investir em Portugal, tendo os ENVC como plataforma estratégica para outros mercados, de acordo com a política de expansão internacional do grupo".