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Isabel Vaz: "Só preciso que o Estado não me chateie"
"Não precisamos de nada do Estado, não preciso que o Estado me dê doentes. Só preciso que o Estado não me chateie", disse hoje a presidente executiva da Espírito Santo Saúde, Isabel Vaz, durante uma conferência organizada pelo INSEAD, no CCB em Lisboa, em que a gestora falava sobre turismo de saúde em Portugal.
16 de Março de 2012 às 18:01
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A estratega da Espírito Santo Saúde deu exemplos práticos do que considera a acção nefasta do Estado. "Não queremos que não nos respondam, quando queremos aumentar o estacionamento do hospital da Luz: 'Isso não é de ricos, eles que venham de táxi'", lembrou. Ou outro caso, em que espera há seis meses que a Ordem dos Médicos faça um exame de português a "um craque" em microcirurgia ortopédica infantil.
Um pouco antes, Isabel Vaz disse que "há uma grande oportunidade a nível de saúde porque está em cima da mesa uma directiva europeia que permite a escolha dos doentes a nível europeu". Segundo a gestora, Portugal encarou esta decisão como uma ameaça, mas "os privados vêem como uma oportunidade de ganhar o mercado europeu".
Recentemente foi criado um cluster de saúde, em que os principais 'players' do turismo e da saúde estão a definir uma estratégia de 'branding' para promover o sector. "Vamos pôr Portugal no mapa de turismo de saúde, e depois cada um vai à luta por si".
O estudo irá definir os mercados, os canais de distribuição, e o "pricing" adequado para atacar o processo de internacionalização.