Notícia
Alemanha confirma contração de 0,2% em 2024
Os dados iniciais já apontavam para a segunda contração económica consecutiva da economia alemã, algo que o Departamento Federal de Estatística veio agora confirmar. Exportação de bens e serviços foi o que mais pesou.
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A economia alemã apresentou uma contração de 0,2% no total de 2024, confirmando os dados divulgados a 30 de janeiro pelo Departamento Federal de Estatística (Destatis). Em termos trimestrais, também o desempenho económico da Alemanha se mostrou em declínio, na ordem dos 0,2%.
Ainda assim, poderão existir sinais de melhorias, com a contração económica a melhorar ligeiramente, uma vez que a Alemanha tinha visto o seu Produto Interno Bruto (PIB) a recuar até -0,4%.
"No quarto trimestre, as exportações de bens e serviços caíram consideravelmente (-2,2%) em comparação com o terceiro trimestre de 2024, após ajuste de preços sazonais e de calendário", indica o órgão estatístico alemão. O Destatis acentua que a última vez que se assistiu a um "declínio tão elevado" foi no segundo trimestre de 2020. As exportações de bens diminuíram 3,4% quando comparado com o trimestre anterior, sendo o índice que mais pressionou a economia no fim do ano.
Por sua vez, as importações de bens e serviços aumentaram ligeiramente, na ordem dos 0,5%. Para este índice, o Destatis observou um recuo nas importações de bens (-1%), enquanto as importações de serviços cresceram 4,2%.
"Assistiu-se a tendências divergentes para investimentos no quarto trimestre de 2024" na Alemanha, com a despesa de máquinas e equipamentos a cair pelo quinto trimestre consecutivo. Ainda assim, a criação de capital cresceu 0,4% no quarto trimestre de 2024, face ao trimestre anterior.
Foi também entre outubro e dezembro que o consumo registou um aumento de 0,2% da despesa, destacando-se o crescimento do consumo do governo em 0,4%, valor que compara com o consumo de 0,1% das famílias alemãs. Em termos anuais, o Destatis confirma que o consumo das famílias aumentou 0,3%, por causa de maiores despesas com saúde e bens não duráveis, onde se incluem alimentação, gás e combustíveis, mas o aumento da despesa governamental disparou 4% face a 2023, depois de mais gastos com saúde e medicamentos e distribuir mais apoios para os jovens.