Notícia
PSD acusa Governo de ser "cata-vento" na legislação laboral
No debate parlamentar marcado pelo PSD, o deputado social-democrata Virgílio Macedo acusou o Governo de ser um "cata-vento" em matéria de legislação laboral. Os socialistas responderam que o país "pode contar com o PS para estabilidade nessa matéria".
08 de Março de 2018 às 17:53
O PSD acusou hoje no parlamento o Governo de ser um "cata-vento" em matéria de legislação laboral, apesar de o deputado socialista Hugo Costa ter assegurado que o país "pode contar com o PS para estabilidade nessa matéria".
Num debate marcado pelo PSD sobre "Economia e Emprego", o deputado social-democrata Virgílio Macedo desafiou o grupo parlamentar socialista a dar "uma palavra de confiança aos investidores estrangeiros".
"Concorda ou não com a legislação laboral em vigor ou tem intenção de propor alguma alteração ao Código do Trabalho, como é solicitado por PCP e BE, ou de aprovar alguma proposta do Governo?", questionou.
Na resposta, o deputado socialista Hugo Costa começou por dizer que "não contem com o PS para continuar a política de cortar salários", mas acabou por ser mais concreto sobre legislação laboral.
"O PS dá todas as garantias de cumprir o seu programa (...) Podem contar com o PS para a estabilidade nesta matéria", assegurou.
No entanto, esta garantia não foi suficiente para impedir que, no período do encerramento, a social-democrata Clara Marques Mendes voltasse a acusar o Governo de incoerência.
"O Governo é um cata-vento: às segundas, quartas e sextas informa que não será feita qualquer alteração radical da legislação laboral a não ser a que está no seu programa. Às terças, quintas e sábados diz que pode haver mudanças", criticou, considerando que esta atitude "não gera estabilidade, confiança e previsibilidade".
A deputada salientou que o PSD é "a favor da estabilidade das leis laborais e de condições mais favoráveis ao investimento estrangeiro".
Antes, o deputado do PS Carlos Pereira tinha considerado "oportuno e bem-vindo" o tema escolhido pelo PSD para o debate, dizendo que permitiu confirmar que os resultados económicos do actual do Governo não foram "obra do acaso".
"Não foram influenciados pelo diabo, mas também não têm mão divina", ironizou, dizendo que "sem se agachar à Europa" o executivo socialista demonstrou que "é possível governar a pensar na felicidade das pessoas".
Pelo BE, a deputada Isabel Pires acusou a "governação de direita" de ter destruído centenas de milhar de postos de trabalho e de direitos laborais, aproveitando o facto de hoje se assinalar o Dia da Mulher para denunciar o aumento da desigualdade salarial entre os géneros.
"Devia ser a vergonha do PSD nos dias de hoje", criticou.
Já o PCP, através do deputado Bruno Dias, acusou o PSD de trazer ao debate "o plano de encargos para garantir que grupos económicos e do patronato vêem salvaguardadas as suas exigências".
Pelo PEV, o deputado José Luís Ferreira sustentou que a política de "devolução de rendimentos às famílias está a dar os seus frutos" ao nível do crescimento económico e emprego, ironizando que "o diabo acabou por não comparecer porque encontrou a porta fechada".
O deputado do CDS-PP Filipe Anacoreta Correia alertou o Governo e o PS que um "emprego forte e crescente" só é sustentável com uma "economia forte e dinâmica" e alertou que o executivo, lá fora, "diz aos investidores que a reforma laboral é factor de atracção de investimento".
"O Governo está totalmente em contra-mão, em contra corrente. Nós no CDS não descansaremos enquanto não corrermos com este Governo", afirmou o deputado democrata-cristã.
A deputada do PSD Joana Barata Lopes acusou o Governo de ter uma política mais "cool" do que séria, virada para o imediatismo mediático, numa intervenção em que foi constantemente alvo de apartes pelas bancadas do BE e PCP.
"Também não é 'cool' a política dos deputados que acham que podem dizer tudo e não conseguem ouvir nada", afirmou a social-democrata, numa resposta às interrupções da esquerda.
Num debate marcado pelo PSD sobre "Economia e Emprego", o deputado social-democrata Virgílio Macedo desafiou o grupo parlamentar socialista a dar "uma palavra de confiança aos investidores estrangeiros".
Na resposta, o deputado socialista Hugo Costa começou por dizer que "não contem com o PS para continuar a política de cortar salários", mas acabou por ser mais concreto sobre legislação laboral.
"O PS dá todas as garantias de cumprir o seu programa (...) Podem contar com o PS para a estabilidade nesta matéria", assegurou.
No entanto, esta garantia não foi suficiente para impedir que, no período do encerramento, a social-democrata Clara Marques Mendes voltasse a acusar o Governo de incoerência.
"O Governo é um cata-vento: às segundas, quartas e sextas informa que não será feita qualquer alteração radical da legislação laboral a não ser a que está no seu programa. Às terças, quintas e sábados diz que pode haver mudanças", criticou, considerando que esta atitude "não gera estabilidade, confiança e previsibilidade".
A deputada salientou que o PSD é "a favor da estabilidade das leis laborais e de condições mais favoráveis ao investimento estrangeiro".
Antes, o deputado do PS Carlos Pereira tinha considerado "oportuno e bem-vindo" o tema escolhido pelo PSD para o debate, dizendo que permitiu confirmar que os resultados económicos do actual do Governo não foram "obra do acaso".
"Não foram influenciados pelo diabo, mas também não têm mão divina", ironizou, dizendo que "sem se agachar à Europa" o executivo socialista demonstrou que "é possível governar a pensar na felicidade das pessoas".
Pelo BE, a deputada Isabel Pires acusou a "governação de direita" de ter destruído centenas de milhar de postos de trabalho e de direitos laborais, aproveitando o facto de hoje se assinalar o Dia da Mulher para denunciar o aumento da desigualdade salarial entre os géneros.
"Devia ser a vergonha do PSD nos dias de hoje", criticou.
Já o PCP, através do deputado Bruno Dias, acusou o PSD de trazer ao debate "o plano de encargos para garantir que grupos económicos e do patronato vêem salvaguardadas as suas exigências".
Pelo PEV, o deputado José Luís Ferreira sustentou que a política de "devolução de rendimentos às famílias está a dar os seus frutos" ao nível do crescimento económico e emprego, ironizando que "o diabo acabou por não comparecer porque encontrou a porta fechada".
O deputado do CDS-PP Filipe Anacoreta Correia alertou o Governo e o PS que um "emprego forte e crescente" só é sustentável com uma "economia forte e dinâmica" e alertou que o executivo, lá fora, "diz aos investidores que a reforma laboral é factor de atracção de investimento".
"O Governo está totalmente em contra-mão, em contra corrente. Nós no CDS não descansaremos enquanto não corrermos com este Governo", afirmou o deputado democrata-cristã.
A deputada do PSD Joana Barata Lopes acusou o Governo de ter uma política mais "cool" do que séria, virada para o imediatismo mediático, numa intervenção em que foi constantemente alvo de apartes pelas bancadas do BE e PCP.
"Também não é 'cool' a política dos deputados que acham que podem dizer tudo e não conseguem ouvir nada", afirmou a social-democrata, numa resposta às interrupções da esquerda.