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Passos critica "rendas económicas que beneficiam uns poucos"
O primeiro-ministro prometeu combater "privilégios injustificados", no fecho de uma semana em que se demitiu um secretário de Estado que queria reajustar os benefícios na área energética.
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"O que significa: sem encontrar o caminho obstruído por núcleos de privilégio injustificado ou rendas económicas que conferem grandes benefícios a uns poucos na exacta medida em que impedem a entrada de novos agentes num dado mercado".
Para ilustrar este raciocínio, Passos referiu que "se alguém se engana no caminho e tem de regressar ao ponto de partida, seria estranho que culpasse o caminho de regresso por todo o tempo que perdeu".
Passos fala em "sinais positivos" da banca
Relativamente à questão do financiamento da economia e do fluxo de crédito, que foi um dos temas centrais da terceira avaliação da troika, Passos diz ter "sinais positivos de que os nossos bancos se encontram numa situação muito mais favorável do que no início do programa".
Logo, acrescentou, "numa situação onde podemos esperar uma melhoria das condições de financiamento à actividade económica que acompanhe de perto quer a recuperação do crescimento a partir do próximo ano, quer os efeitos antecipados das reformas estruturais".
Passos Coelho falou no Palácio da Bolsa a uma plateia de empresários e investigadores nortenhos, antes do jantar e entrega do prémio ACP - Diogo Vasconcelos a dois projectos de ciência e tecnologia da Universidade do Porto.
A Sysnovare foi distinguida como a start-up com maior potencial de internacionalização e a SolarSel como o melhor projecto de tecnologia aplicada da academia portuense.