Notícia
Dia Mundial do Teatro com protestos à porta do Parlamento
Hoje comemora-se o Dia Mundial do Teatro. O mote para um protesto em frente ao Parlamento.
27 de Março de 2012 às 16:30
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Para o sindicato, citado pela Lusa, "não há, em Portugal, grande lugar a festejos".
Enquanto o sindicato estiver a realizar a concentração, dentro da Assembleia da República, o presidente da Comissão parlamentar da Educação, Ciência e Cultura, José Ribeiro e Castro, estará a propor na reunião "uma reflexão sobre o teatro como uma das mais importantes artes performativas". É que, para este deputado, citado pela Lusa, "não devíamos deixar passar despercebida uma data tão relevante".
Castro Guedes critica crime "liquidacionista"
Num artigo de opinião assinado hoje no "Público", o encenador Castro Guedes escreve que "o teatro português, tal como o seu povo, exangue, padece de lepra e o seu corpo vai caindo aos bocados: os chamados 'grupos históricos' vão sendo estrangulados, a 'descentralização' 'idem', a dispersão estúpida de verbas vai dar lugar ao deserto, os projectos emergentes serão submersos; e as únicas medidas que se conhecem no teatro são cortes de 38% e o aumento do IVA dos bilhetes".
E continua: "é certo (e fartei-me de o dizer) que no seio do próprio teatro há práticas que determina(ra)m responsabilidades numa postura de costas voltadas para o público e 'exageros' (como pedir subsídios para as primeiras encenações, vá-se lá saber com que critérios possíveis de avaliação e selecção!). (...) Mas não justifica o crime liquidacionista do teatro e demais património cultural imaterial".
Para acabar com a barreira entre teatro e público
Numa mensagem hoje divulgada pela Sociedade Portuguesa de Autores, escrita por Urbano Tavares Rodrigues, defende-se a importância do teatro como meio de formação. "O teatro é a arte da comunicação por excelência, desde as tragédias gregas que, com o apoio da música e da dança, comentavam o vivido e anunciavam o futuro, o teatro interage com os espectadores, chama-os a uma apaixonada participação, que se traduz em aplausos, outras vezes, raramente, em assobios e pateadas". Urbano Tavares Rodrigues, autor do ensaio "Noites de Teatro", continua: "Quando a barreira entre o público e a plateia desaparece, consuma-se a vivência profunda do teatro".
E para que essa barreira desapareça, hoje há uma série de teatros que têm espectáculos gratuitos ao público.