Notícia
Fecho dos mercados: Bolsas sobem, euro em máximos e ouro brilha
Numa sessão positiva para a generalidade dos mercados accionistas europeus, a praça portuguesa teve um dos melhores registos, no dia em que o juro das obrigações recuou. O euro superou a fasquia dos 1,15 dólares, já o ouro está em máximos de mais de um ano acima dos 1.300 dólares.
Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,67% para 5.086,31 pontos
Stoxx 600 cedeu 0,07% para 341,24 pontos
S&P 500 valoriza 0,35% para 2.072,51 pontos
"Yield" a dez anos de Portugal recua 0,6 pontos base para 3,103%
Euro avança 0,58% para 1,1517 dólares
Petróleo cai 2,77% para 46,06 dólares por barril, em Londres
Bolsas sobem. Lisboa segue Frankfurt
Foi um arranque de semana positivo para a generalidade nos mercados accionistas europeus (a bolsa britânica esteve encerrada devido a feriado), com a praça alemã a liderar o movimento de subida. O Dax somou 0,84%, desempenho que apenas superou o da bolsa nacional, com o PSI-20 a somar 0,67%. Só Itália perdeu 0,97%.
O sector da energia deu um impulso ao índice nacional, com a EDP a destacar-se ao somar 1,58% para 3,153euros. A EDP Renováveis somou 0,68% já a Galp Energia subiu 0,46% para 12,05 euros, isto depois de o Goldman Sachs ter elevado o preço-alvo para 10,60 euros. Estas subidas, juntamente com a de 1,29% do BCP, mais do que compensaram o destaque do dividendo da Navigator, uma das três cotadas que fecharam em queda entre as 18 que compõem o PSI-20.
Dívida portuguesa recua após a DBRS
Os juros da dívida dos países da periferia do euro encolheram na primeira sessão da semana, com as taxas das obrigações portuguesas a destacarem-se nas quedas. A "yield" das obrigações do Tesouro a dez anos caiu seis pontos base para os 3,103% na primeira sessão depois de a DBRS ter mantido inalterado o "rating" que mantém Portugal ligado ao programa de compras do BCE. Com a descida, e tendo em conta a subida das taxas alemãs, o prémio de risco baixou para 285 pontos base.
Euribor sobe no prazo mais curto
As Euribor subiram a três meses e mantiveram-se a seis, nove e 12 meses. A taxa de mais curto prazo, a três meses, subiu para -0,250%, mais 0,001 pontos do que no final da semana passada, contra o actual mínimo histórico de -0,252%. Já no prazo a seis meses, a taxa mais utilizada como indexante dos créditos à habitação em Portugal, manteve-se em -0,141%. A Euribor a 12 meses também ficou estável nos
-0,012%.
Euro acima dos 1,15 dólares
A moeda única europeia continua a ganhar valor face à divisa norte-americana. No arranque desta semana, o euro conseguiu mesmo superar a fasquia dos 1,15 dólares, tocando num máximo de oito meses nos 1,1535 dólares. Esta valorização acontece numa altura de fraqueza do dólar com os investidores a reduzirem as apostas nas subidas de juros que serão levadas a cabo pela Fed depois dos vários indicadores desapontantes para a economia dos EUA.
Petróleo cai mais de 1% com o Iraque
Após os máximos atingidos na semana passada, o petróleo arrancou esta semana com sinal negativo. Tanto o West Texas Intermediate, negociado nos EUA, como o Brent, em Londres, seguiam a perder: 2,33% e 2,77%, respectivamente, para 44,85 e 46,06 dólares, pressionados pelo facto de o Iraque ter revelado que as suas exportações desta matéria-prima estão próximas de um nível recorde, o que vem agravar o excesso de oferta mundial de "ouro negro".
Em Março, as exportações iraquianas, o segundo maior produtor da matéria-prima da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), atingiram 3,29 milhões de barris por dia. O valor mais elevado das exportações daquele país foi atingido em Novembro, época em que o Iraque vendeu ao exterior 3,365 milhões de barris de petróleo por dia.
Ouro acima dos 1.300 dólares
O metal precioso arrancou a semana em alta, superando a fasquia dos 1.300 dólares por onça, um nível em que não tocava desde o arranque de 2015. O ouro valorizava 0,12% para 1.295,15 dólares por onça, tendo chegado a ganhar um máximo de 0,8% durante a primeira sessão da semana. A puxar pela matéria-prima está, além da tensão nos mercados, a recuperação dos preços do petróleo que leva os investidores a procurarem protecção contra a inflação.
Destaques do dia
Krugman: "Visitar a Europa pode fazer um americano sentir-se bem com o seu país"- "As coisas estão terríveis aqui em Portugal". É desta forma que arranca mais um artigo de Paul Krugman onde o Nobel da Economia critica as políticas implementadas na Europa.
Banif contribuiu com 3 milhões para lucro do Santander Totta - Um milhão por mês. É este o contributo dado pelas operações do Banif nas contas do Santander Totta nos primeiros três meses do ano. O banco conseguiu mais que duplicar os resultados líquidos para um total de 114,5 milhões de euros.
Vieira Monteiro garante que só quer um activo do ex-Banif - A Gamma é uma sociedade que juntou créditos do Banif e que os vendeu em seguida. Está na Oitante e à venda. O Santander quer comprá-la mas é a única que lhe interessa.
Dívida pública volta a aumentar em Março - A dívida pública aumentou 1,7 mil milhões de euros em Março, voltando a aproximar-se dos níveis recorde que tinha fixado no primeiro mês do ano.
Marchionne assume liderança da Ferrari - A saída de Amedeo Felisa acontece no mesmo dia em que foram anunciados os resultados do primeiro trimestre, que foram os melhores de sempre para a marca italiana.
Halliburton e Baker Hughes cancelam fusão de 30 mil milhões - O negócio, que em ano e meio perdeu mais de 5.000 milhões de euros em valor, ficou pelo caminho devido a obstáculos dos reguladores. A Halliburton deverá agora pagar à Baker Hughes 3.000 milhões pelo fim da operação.
Ouro acima dos 1.300 dólares pela primeira vez em mais de um ano - Há cinco meses consecutivos em alta, o metal precioso continua a somar, para máximos de Janeiro de 2015. Superou agora a fasquia dos 1.300 dólares, numa altura em que o ouro continua a beneficiar dos maiores riscos em 2016.
Australiano admite ser criador da bitcoin - Craig Steven Wright, durante anos associado à origem da criptomoeda, reconheceu esta segunda-feira ser o criador da bitcoin. O australiano lamenta ter sido forçado a revelar a sua identidade.
Magnata chinês leva 2.500 empregados de férias a Espanha - O empresário chinês Li Jinyuan, presidente do Grupo Tiens, vai gastar mais de sete milhões de euros para levar 2.500 empregados de férias a Espanha, para uma semana de descanso e actividades em Barcelona e Madrid.
O que vai acontecer amanhã
Previsões da Comissão Europeia - A Comissão Europeia publica as previsões económicas da Primavera.
Resultados da banca – HSBC, UBS e Commerzbank revelam as contas referentes aos primeiros três meses deste ano.
Actividade industrial na China – Será publicado o índice PMI, que mede a actividade industrial na segunda maior economia do mundo, a da China.