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Euribor cai a 3 e 6 meses para novos mínimos e fica abaixo de 2,5% nos principais prazos
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados desta sexta-feira.
Euribor cai a 3 e 6 meses para novos mínimos e fica abaixo de 2,5% nos principais prazos
A Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais curtos para novos mínimos de janeiro de 2023 e novembro de 2022, e termina fevereiro abaixo de 2,5% nos três prazos.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que desceu para 2,464%, abaixo de 2,5% pela terceira vez em mais de um ano, manteve-se acima da taxa a seis meses (2,355%) e da taxa a 12 meses (2,394%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje para 2,355%, menos 0,034 pontos e um novo mínimo desde 21 de novembro de 2022.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 37,64% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,69% e 25,6%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, para 2,394%, menos 0,015 pontos.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses recuou hoje, ao ser fixada em 2,464%, um mínimo desde 25 de janeiro de 2023 e menos 0,021 pontos do que na quinta-feira.
A taxa Euribor a três meses entra no cálculo da taxa base dos Certificados de Aforro, que é determinada mensalmente no antepenúltimo dia útil de cada mês, para vigorar durante o mês seguinte, e não pode ser superior a 2,50% nem inferior a 0%.
A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série F, foi fixada de novo em 2,500% em fevereiro de 2025.
Em termos mensais, a média da Euribor em fevereiro voltou a descer a três e a seis meses.
A Euribor a 12 meses, que tinha subido em janeiro pela primeira vez depois de nove meses a cair, também desceu em fevereiro.
Assim, a média da Euribor a três, seis e 12 meses em fevereiro desceu 0,177 pontos para 2,525% a três meses, 0,154 pontos para 2,460% a seis meses e 0,118 pontos para 2,407% a 12 meses.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se na próxima semana, em 05 e 06 de março em Frankfurt.
Na reunião de política monetária de 30 de janeiro e como antecipado pelos mercados, o BCE baixou de novo, pela quarta reunião consecutiva, a principal taxa diretora em 25 pontos base.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa
Europa negoceia no vermelho com tarifas a pressionar (novamente) os índices
Os principais índices europeus negoceiam na última sessão semanal e mensal em terreno negativo, após as últimas declarações do Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre as tarifas comerciais a aplicar aos seus parceiros comerciais estarem a reduzir o apetite dos investidores por ativos de maior risco. Ainda assim, os dados da inflação francesa, que recuou para o nível mais baixo em quatro anos, reforçam a hipótese de cortes nas taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) e reduziram as perdas entre as praças europeias.
O índice Stoxx 600 - de referência para a Europa – perde 0,39%, para os 554,95 pontos.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,40%, o francês CAC-40 cede 0,38%, o espanhol IBEX 35 desvaloriza 0,09%, o italiano FTSEMIB cai 0,14%, o holandês AEX perde 0,66% e o britânico FTSE 100 regista uma desvalorização de 0,05%.
Entre avanços e recuos face à política de comércio externo da Administração norte-americana, Trump afirmou que as taxas alfandegárias de 25% sobre o Canadá e o México entrarão em vigor a partir de 4 de março, enquanto as importações chinesas serão sujeitas a uma taxa adicional de 10%.
Já sobre o plano de impor tarifas de 25% aos bens da União Europeia, a incerteza ainda domina, não se sabendo se e quando estas tarifas entrarão em vigor e como se materializarão.
Entretanto, a inflação francesa recuou para o seu nível mais baixo em quatro anos, reforçando os argumentos a favor de uma maior flexibilização monetária por parte do BCE.
A taxa de inflação anual em França terá abrandado para 0,8% em fevereiro de 2025, o valor mais baixo desde fevereiro de 2021, em comparação com 1,7% em janeiro, segundo estimativas preliminares. O declínio deu-se, em grande parte, devido a uma queda significativa nos preços da energia, particularmente nos custos da eletricidade.
Entre os setores, a maior perda regista-se nos recursos naturais, que perde cerca de 1,25%, seguindo-se o tecnológico, com uma desvalorização de mais de 1,10%.
Quanto aos movimentos de mercado, o grupo de companhias aéreas IAG, que integra a British Airways e a Iberia, sobe 3,78% depois de ter apresentado resultados que agradaram os investidores.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviam em toda a linha esta quarta-feira, num dia em que os principais índices do Velho Continente registam perdas, com os investidores a mostrarem-se mais avessos ao risco.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam a esta hora 1,9 pontos base, para 2,906%, enquanto em Espanha a "yield" da dívida com o mesmo vencimento cai igualmente 1,9 pontos, para 3,022%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa decresce 2 pontos base para 3,119%. Já os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviam 2,4 pontos, para 2,388%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, caem 3,7 pontos base para 4,474%.
Dólar valoriza em dia de leitura dos dados do PCE
O dólar segue a valorizar, beneficiando da procura enquanto procura enquanto ativo-refúgio, e as "yields" do Tesouro dos EUA a 10 anos caem para cerca de 4,23%, um nível não visto desde dezembro.
O índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da "nota verde" face às principais rivais – sobe a esta hora 0,09% para os 107,339 pontos.
A leitura da inflação nos EUA, prevista para hoje com a divulgação dos dados do índice de preços de consumo pessoal (PCE) - o indicador de inflação preferido da reserva Federal (Fed) norte-americana -, estará hoje em foco e poderá dar alguma perspetiva quanto ao rumo das taxas diretoras nos EUA. O núcleo do índice de preços das despesas de consumo pessoal terá aumentado cerca de 2,6% em janeiro, de acordo com dados preliminares da Bloomberg.
Face à divisa nipónica, o dólar valoriza 0,41% para os 150,430 ienes.
Por sua vez, o euro ganha 0,04% para os 1,040 dólares. Já a libra mantém-se inalterada nos 1,260 dólares.
Entretanto, a inflação francesa recuou para o seu nível mais baixo em quatro anos, reforçando os argumentos a favor de novos cortes por parte do Banco Central Europeu (BCE).
Ouro perde com subida do dólar e retirada de mais-valias
O ouro regista perdas esta manhã, com os investidores a retirarem mais-valias, entre crescentes preocupações quanto à política comercial externa do Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.
O ouro segue a desvalorizar 0,51%, para os 2.862,920 dólares por onça.
Também a valorização do dólar, que torna o ouro menos atrativo para detentores de outras divisas, pressiona o metal amarelo.
O declínio registado nos preços do ouro nos últimos dias segue-se a um aumento da procura desta "commoditie" enquanto ativo-refúgio - com a incerteza generalizada sobre o impacto das tarifas de Trump na inflação dos EUA, o comércio, a economia global e a geopolítica -, o que ajudou a empurrar os preços do ouro para um recorde de 2.956,19 dólares por onça na segunda-feira.
Embora essas preocupações não tenham diminuído, esta semana o ouro foi mais afetado pela subida do dólar e pela retirada de mais-valias.
Petróleo cede e encaminha-se para sexta sessão consecutiva de perdas
Os preços do petróleo recuam esta sexta-feira e encaminham-se para a maior perda mensal desde setembro, com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a intensificar as ameaças no que toca à imposição de tarifas contra os seus principais parceiros comerciais, o que pressiona as perspetivas quanto à procura de crude.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – cede 1,21% para os 69,50 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,93% para os 73,35 dólares por barril.
Trump afirmou que planeia impor tarifas às importações do Canadá e do México pelos EUA a partir de 4 de março, incluindo uma possível taxa de 10% sobre a energia canadiana.
O impacto das potenciais taxas sobre o petróleo bruto pode afetar os EUA, já que o país depende das importações de petróleo do Canadá e do México para alimentar as suas refinarias, e uma tarifa poderia aumentar os custos do "ouro negro".
Simultaneamente, a imposição de taxas mais elevadas sobre todos os outros bens representa um risco para o crescimento económico, a confiança dos consumidores, o que acaba por afetar o consumo de energia.
O Presidente norte-americano ameaçou ainda duplicar as taxas alfandegárias sobre as importações da China, o principal importador mundial de crude.
O Brent e o WTI caminham para as maiores quedas mensais desde setembro, com o "benchmark" norte-americano perto de registar uma série de seis perdas semanais consecutivas, caso a tendência de desvalorização se mantenha durante o dia de hoje. Os preços têm sido arrastados pela persistente incerteza quanto às consequências da política comercial assumida pela Administração norte-americana.
Do lado da oferta, as exportações por oleoduto da região iraquiana do Curdistão poderão ser reiniciadas, embora se considere provável que a OPEP+ adie novamente um aumento da produção, de acordo com a Bloomberg.
Ásia fecha no vermelho com tarifas. Futuros europeus apontam para queda dos índices
Esta sexta-feira, os índices asiáticos foram atingidos por um "sell off" global que parece estar a estender-se para a Europa, com a crescente incerteza em torno das tarifas da Administração norte-americana a pressionarem o sentimento dos investidores, com os futuros do Euro Stoxx 50 a caírem mais de 1%.
Um pouco por todo o mundo, os índices cederam devido a preocupações sobre a última ronda de tarifas de Donald Trump, Presidente norte-americano, sobre o Canadá, o México e a China. Trump disse que as tarifas de 25% sobre o Canadá e o México entrariam em vigor a partir de 4 de março, enquanto as importações chinesas enfrentariam uma taxa adicional de 10%.
As tarifas podem afetar o crescimento dos Estados Unidos (EUA), agravar a inflação e possivelmente provocar recessões no México e no Canadá, explicaram economistas ouvidos pela Bloomberg. Já a China prometeu tomar "todas as medidas necessárias" contra as taxas aduaneiras dos EUA.
Os anúncios "levaram os participantes no mercado a reavaliar as suas expectativas em relação aos riscos tarifários", disse à Bloomberg Jun Rong Yeap, estratega de mercado da IG Asia Pte. O especialista acrescentou que "se se trata ainda de uma tática de negociação ou de uma medida definitiva, continua a ser discutível, mas os mercados não estão dispostos a correr riscos".
No Japão, o Nikkei cedeu 2,88% e o Topix desvalorizou 1,98%. O Hang Seng de Hong Kong, registou perdas de 3,66%. Também na China, o Shanghai Composite caiu quase 2%.
Embora as tarifas introduzam riscos a curto prazo, não alteram significativamente a atual narrativa em torno dos mercados chineses, que têm sido apoiados pelo entusiasmo em relação à inteligência artificial, referiu à Bloomberg Charu Chanana, estratega-chefe de investimentos do Saxo Markets. O foco passa agora para a reunião do Congresso Nacional do Povo na próxima semana, na China.
A centrar atenções durante o dia de hoje, estará a leitura dos dados do índice de preços das despesas pessoais (PCE) do lado de lá do Atlântico - o indicador preferido da Reserva Federal (Fed) norte-americana.