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Turismo regista proveitos de 262 milhões de euros em janeiro

Mercado polaco destacou-se em janeiro com um crescimento de 16,6% nas dormidas, enquanto o britânico perdeu peso.

Pelo conjunto dos aeroportos portugueses passaram em 2023 mais 19% de passageiros do que no ano anterior.
Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para os proveitos totais em janeiro Rafael Marchante/Reuters
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O setor do turismo manteve uma trajetória de aceleração no arranque de 2025, como se previa e como o secretário de Estado do Turismo tinha revelado ao Negócios. O setor registou 1,6 milhões de hóspedes, representando um aumento de 8,3%, e proveitos totais a atingirem os 262 milhões de euros, significando um aumento de 13,8%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Estes turistas passaram 3,7 milhões de noites em Portugal, significando um acréscimo de 6,3% em janeiro. Já os proveitos de aposento subiram até aos 188,9 milhões de euros, num aumento de 14,2%. 

As dormidas de residentes registaram um crescimento homólogo de 11,3% para 1,3 milhões em janeiro, embora com uma quebra ligeira face ao mês anterior. Já as dos não residentes subiram 3,8% face a janeiro de 2023 e 4,4% em relação a dezembro, totalizando 2,4 milhões de dormidas no período em análise. 

A taxa de ocupação por cama ficou pelos 28,9% e a taxa de ocupação por quarto nos 37,2%. O rendimento médio por quarto ocupado situou-se nos 89,3 euros, representando um aumento anual de 7,3%, enquanto o rendimento por quarto disponível atingiu os 33,2 euros, numa subida de 10%. 

Embora o mercado britânico se tenha mantido com o maior peso entre as dormidas de não residentes, com um peso de 14,6%, apresentou um decréscimo de 3,3% face ao mês homólogo. Outro destaque vai para o mercado polaco, que apresentou um crescimento de 16,6% em janeiro de 2025 e se posicionou à frente dos Estados Unidos, que cresceu 10,3%.

O mercado alemão foi o segundo mercado emissor em janeiro ao crescer 5,1% e o mercado espanhol apresentou um acréscimo de 0,8%. Do lado oposto, os mercados francês e brasileiro apresentaram decréscimos de 9,6% e 8,8%, respetivamente.

Portugal com crescimento generalizado 

Todas as regiões registaram aumento das dormidas no primeiro mês do ano, embora a sul do Tejo se tenha observado aumentos mais significativos. A Península de Setúbal sentiu um crescimento das dormidas de 14,4% e o Alentejo de 11,4%.

"As dormidas de residentes registaram aumentos em todas as regiões, tendo sido mais expressivos na Região Autónoma da Madeira (35,9%) e no Algarve (19,3%)", indica o INE.

Já os não residentes optaram por fazer crescer a Península de Setúbal (25,2%), tendo as reações do Algarve e Centro sentido decréscimos de 3,3% e 2,9%, pela mesma ordem. 

A Madeira e o Algarve continuam a ser as regiões onde os turistas, sejam portugueses ou estrangeiros, mais prolongam as suas dormidas, com a Região Autónoma a reigstar uma média de 4,85 noites e o Algarve de 3,50 noites. 

O gabinete estatístico português destaca que a Grande Lisboa foi "a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (35,1% totais e 37,2% de aposento), seguida da Região Autónoma da Madeira (19,1% e 18,1%, respetivamente) e do Norte (16,4% e 16,5%, pela mesma ordem)". 

Ainda em relação aos proveitos, o INE sustenta que todas as regiões sentiram aumentos, embora tenham sido mais expressivos na Madeira e no Alentejo. 

Notícia atualizada às 11h50

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