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Skype chega ao fim em maio após 23 anos online
A plataforma chegou a ter mais de 300 milhões de utilizadores mensais. Nos últimos anos, o Skype foi ultrapassado por outros serviços como o Zoom - e nem uma tentativa de o redirecionar para o mundo empresarial o salvou.
Catorze anos depois de ter comprado o Skype por 8,5 mil milhões de dólares, a Microsoft está a preparar-se para encerrar o icónico serviço de videochamadas em maio. Apesar de ter sido um dos pioneiros neste campo e ter chegado a ter 300 milhões de utilizadores ativos, a plataforma tem vindo a perder a sua relevância ao longo dos anos, sendo ultrapassada por outras aplicações nativas de smartphones, como o FaceTime, e também pelo Zoom.
"Estou na Microsoft há mais de 30 anos e há muito software que já desenvolvemos e que foi incrivelmente valioso na sua época", começa por explicar o presidente da Microsoft que supervisiona as ferramentas de comunicação e colaboração da empresa, Jeff Teper, citado pela Bloomberg. "Depois, veio a geração seguinte e estes [softwares] tornaram-se a base", justifica Teper.
A gigante tecnológica ainda tentou redirecionar o Skype para um novo público, introduzindo-o no mundo empresarial, mas a corrida foi perdida para outras plataformas como a Slack. Em resposta, a Microsoft mudou os seus planos e criou o Teams – um serviço de vídeo, voz e texto direcionado para o ambiente laboral e que ganhou popularidade por vir incluído no Windows.
Fundado em 2003 por programadores nórdicos, o Skype já passou por várias mãos. Em setembro de 2005, o eBay adquiriu a totalidade do software por 2,6 mil milhões de dólares e, apenas quatro anos depois, Andreessen Horowitz e a Canada Pension Plan Investment Board compraram 65% do Skype por 1,9 mil milhões de dólares. Até que, em 2011, Steve Ballmer, presidente da Microsoft na altura, decidiu gastar 8,5 mil milhões para comprar a tecnologia – um valor 40% acima da avaliação interna do Skype.
A gigante tecnológica tem agora as suas atenções viradas para a criação de novas ferramentas para o Teams, de forma a que a plataforma possa continuar a competir com a Slack pela atenção do mundo empresarial. A empresa quer ainda continuar a apostar na inteligência artificial e expandir a sua utilização aos máximos de recursos possíveis.