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BCP pressiona na sessão mas PSI fecha mês com ganhos
O banco recuou quase 5% ainda na sequência da apresentação de resultados, enquanto o grupo EDP recuperou do tombo acentuado da sessão anterior. Contudo, o índice registou ganhos semanais e mensais.
A bolsa de Lisboa fechou em baixa pela segunda sessão consecutiva, num dia de tendência mista na Europa, pressionado pela queda de cerca de 5% do BCP.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,64% para 6.800,10 pontos, com nove dos seus 15 títulos no vermelho. Ainda assim, na última sessão da semana e do mês, os títulos registaram ganhos semanais de 1,33% e mensais de 4,23%.
O banco liderou as perdas, recuando 4,89% para 0,5366 euros, apesar da apresentação de lucros recorde de 906 milhões na quarta-feira, com os investidores a travarem o ímpeto das ações, que registaram uma subida progressiva antes divulgação de contas até atingirem máximos de 2016 acima dos 0,58 euros.
Ainda a penalizar o índice, estiveram cotadas como a REN e a Semapa, com perdas de mais de 2%. A empresa de redes elétricas desceu 2,40% para 2,445 euros e a holding ligada ao setor do papel perdeu 2,21% para 15,04 euros.
Já a Mota-Engil recuou 1,58% para 2,990 euros, também na semana em que apresentou resultados, depois de o CEO ter dito que a construtora não vai apostar em fusões e aquisições em Portugal.
Os pesos pesados ficaram maioritariamente do lado dos ganhos, o que ajudou a travar as quedas do índice nacional.
O grupo EDP recuperou parcialmente das pesadas perdas da sessão anterior, que o próprio CEO classificou como "exageradas". A EDP Renováveis somou 3,19% para 8,59 euros e a EDP ganhou 1,57% para 3,110 euros.
O retalho também contribuiu para os ganhos do índice, com a Jerónimo Martins a subir 1,57% para 20,76 euros e a Sonae a ganhar 3,15% para 1,014 euros, quebrando a barreira de 1 euro.
Já a Galp registou subidas menos expressivas, valorizando 0,57% para 15,90 euros, num dia em que o crude cai nos mercados internacionais.