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Angústia com tarifas continua a afundar Wall Street. Nasdaq escorrega 2%

As principais bolsas norte-americanas fecharam mais uma sessão com perdas, num momento em que os receios do impacto das tarifas dos EUA na economia do país voltam a ensombrar o mercado. Trump irá revelar taxas sobre setor automóvel esta quarta-feira.

Andrew Kelly/Reuters
26 de Março de 2025 às 20:09
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Os três principais índices norte-americanos voltaram às quedas, num momento em que o sentimento negativo tomou novamente conta do mercado, que receia que as tarifas impostas pela nova Administração dos EUA venham a causar mossa no crescimento económico e faça acelerar a inflação da maior economia do mundo. 

O S&P 500 recuou 1,12% para os 5.712,2 pontos. Já o Nasdaq Composite mergulhou 2,04% para 17.899 pontos e o Dow Jones perdeu 0,31% para 42.454,79 pontos.

A deitar "mais lenha na fogueira" na questão das tarifas, Donald Trump vai anunciar que taxas irá impor ao setor automóvel esta quarta-feira, às quais o mercado reagirá na próxima sessão. 

Os alarmes soaram ainda mais alto, depois de esta tarde o Congresso ter alertado que os EUA podem entrar em "default" já em agosto. Ou seja, o Governo pode não ter como pagar as contas dentro de alguns meses, cenário que só pode ser evitado se forem aprovados ou um aumento ou uma suspensão do limite da dívida, fixado em 36,1 biliões de dólares.

"A incerteza sobre as tarifas continua a ser ridiculamente elevada, o que torna ainda mais difícil para as empresas ou os consumidores planearem mais do que um dia para o futuro, e continua a tornar quase impossível para os 'traders' avaliarem o risco", disse Michael Brown, do Pepperstone Group, à Bloomberg.

Matthew Weller, analista da Forex.com e City Indexes afirmou que indícios de novas tarifas, assim como a probabilidade de outras punitivas serem usadas como alavancas de negociação nos próximos meses significam que qualquer recuperação de risco pode ser de curta duração.

Já o Morgan Stanley diz que "o prazo da próxima semana [2 de abril] será mais um ponto de partida para as negociações do que uma conclusão, pelo que o mercado poderá ter dificuldade em recuperar 'em linha reta'".

A liderar as perdas estiveram as "sete magníficas", que caminham para o pior trimestre desde 2022. Um índice que reúne as empresas cedeu 3,3%: a Tesla e a Nvidia recuaram mais de 5%. Além do impacto das tarifas, esta última cedeu também após o Financial Times noticiou que as próximas leis da China para "chips" podem vir a afetar as vendas da fabricante.

A Amazon e a Meta Platforms perderam mais de 2%, enquanto a Alphabet desvalorizou mais de 3%. Já a Apple cedeu 1% enquanto a Microsoft desceu acima de 1%.

No setor automóvel, a General Motors caiu mais de 3% e a Ford conseguiu manter-se à tona. 

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