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Amália chega até ao fim de março mas cidadãos ainda ficam de fora

O consórcio responsável pelo ChatGPT português será o primeiro a ver os resultados preliminares, e tudo já no fim de março. Governo em gestão não influencia arranque do projeto.

Mesmo com Governo em gestão, primeira versão do Amália chega ao consórcio no fim do mês
21 de Março de 2025 às 18:37
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Conhecido como o ChatGPT português, o Amália, apresentado por Luís Montenegro na Web Summit em novembro do ano passado, encontra-se em desenvolvimento e o programa está a ser cumprido, com a primeira versão a chegar no fim de março

Contudo, e tal como acontece com a maioria das versões beta, o Amália ainda ainda não vai chegar aos portugueses. O Ministério da Juventude e Modernização confirma ao Negócios que o projeto estará apenas disponível, nesta primeira fase, para os elementos que compõem o consórcio.

A versão beta vai ter capacidade para receber e interpretar instruções em texto e responder com base no conhecimento que tem vindo a adquirir nos últimos meses. Para já, não tem conhecimento especializado. 

O Governo adianta ainda que esta versão vai servir como "base de treino e desenvolvimento para as duas versões posteriores", a base e a multimodal. As datas iniciais, que estarão a ser cumpridas, indicam que a versão base chega no fim do terceiro trimestre e a final apenas no segundo trimestre de 2026, uma vez que é a mais aprimorada e terá capacidade para responder a questões específicas. 

Este "large language model" (LLM) soma um investimento de 5,5 milhões de euros, sendo financiado pelo PRR.

O consórcio é liderado pelos centros de investigação Nova Lincs da Universidade Nova de Lisboa, Instituto de Telecomunicações e Instituto Superior Técnico. Também as Universidades de Coimbra, Porto e Minho estão envolvidas no projeto, tendo sido adicionados posteriormente investigadores das Universidades da Beira Interior e Évora.

Por sua vez, a Agência para a Modernização Administrativa está responsável pela gestão da iniciativa e a Fundação para a Ciência e Tecnologia pela coordenação do treino e desenvolvimento do LLM. Serão estas duas entidades a assegurar a infraestrutura e mecanismos para o alojamento e disponibilização do Amália para a comunidade portuguesa. 

No entanto, ao contrário do que foi inicialmente avançado, não existe "nenhum envolvimento de entidades privadas". Na altura, Vasco Pedro, fundador e CEO da Unbabel, indicava que a empresa portuguesa estava envolvida no projeto, algo agora desmentido pelo Governo. 

O Amália insere-se dentro da Agenda Nacional de Inteligência Artificial, que o Ministério liderado por Margarida Balseiro Lopes já não vai apresentar, segundo informação avançada ao Sapo Tek. Ao Negócios, a tutela confirma a decisão por o Governo se encontrar em gestão, embora adiante estar "a preparar a Agenda Nacional de IA considerando a sua prossecução e para que esta esteja na pasta de transição para o próximo Governo"

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