Notícia
Portugal com capacidade para criar 1.500 novos empregos nas eólicas marítimas até 2020
O Governo aprovou um plano com o objectivo de desenvolver esta indústria, com o mercado potencial a valer 59 mil milhões de euros até 2030 em todo o mundo.
O Governo aprovou um plano com o objectivo de desenvolver a fileira industrial de construção de centrais eólicas marítimas. A Estratégia Industrial para as Energias Renováveis Oceânicas (EI-ERO) foi desenvolvida pelo grupo de trabalho criado pelo ministério do Mar e publicado em Diário da República esta sexta-feira, 24 de Novembro.
Até 2020, este sector poderá gerar 254 milhões de euros em investimento, 280 milhões de euros em valor acrescentado bruto, 119 milhões de euros na balança comercial e 1.500 novos empregos.
"As energias renováveis oceânicas abrem assim a oportunidade de criar um sector exportador de tecnologia, com o fabrico e manutenção dos equipamentos por empresas nacionais", segundo o documento.
No longo prazo, até 2030, este sector tem um mercado potencial de 59 mil milhões de euros a nível global, com a Europa a corresponder a 80% deste mercado. Deste total, 39 mil milhões correspondem a peças de transição e fundações, com 20 mil milhões a corresponderem ao mercado das pás.
"Isto é cerca de 10 vezes o mercado actual, portanto, com um potencial de decuplicar [aumentar em 10 vezes] o emprego", segundo a resolução do conselho de ministros.
"O mercado de exportação é, sobretudo o de energia eólica marítima, é vastíssimo, nomeadamente na Europa, que corresponde a mais de 80% do mercado global até 2030, em particular no Reino Unido e França", segundo o documento. Em 2013 existiam 6 gigawatts de potência renovável instalada em todo o mundo, prevendo-se que venha a crescer 65 gigawatts até 2030.
O documento dá o exemplo da central eólica marítima Windfloat Atlantic, com 25 megawatts de potência, um projecto em fase pré-comercial que deverá arrancar em 2018, como um dos tipos de projectos que poderão vir a ser desenvolvidos.
Mas como financiar o desenvolvimento desta fileira industrial? "Os apoios públicos podem e devem ser utilizados para alavancar os investimentos privados. Neste contexto, complementarmente aos instrumentos financeiros como o Portugal 2020, o Fundo Azul ou os EEA Grants, assumem particular relevância os instrumentos disponibilizados no âmbito do Plano Junker, assim como os incentivos fiscais aos investimentos em I&DT (SIFIDE)", esclarece a resolução do conselho de ministros.
"Este incentivo deve ser efectuado em três momentos: na investigação e desenvolvimento, na produção e finalmente na penetração no mercado. Contudo, o critério principal para aceder a este tipo de financiamento é o de que todos os projectos desenvolvidos são inovadores de algum modo e que contribuem de forma importante para o desenvolvimento duma cadeia de fornecimento baseada em conhecimento, know-how e mão-de-obra qualificada e são potenciadores de exportação de bens e serviços. Projectos que não tenham esta natureza não deverão ser considerados como abrangidos pelo que se propõe", segundo o documento.
Até 2020, este sector poderá gerar 254 milhões de euros em investimento, 280 milhões de euros em valor acrescentado bruto, 119 milhões de euros na balança comercial e 1.500 novos empregos.
No longo prazo, até 2030, este sector tem um mercado potencial de 59 mil milhões de euros a nível global, com a Europa a corresponder a 80% deste mercado. Deste total, 39 mil milhões correspondem a peças de transição e fundações, com 20 mil milhões a corresponderem ao mercado das pás.
"Isto é cerca de 10 vezes o mercado actual, portanto, com um potencial de decuplicar [aumentar em 10 vezes] o emprego", segundo a resolução do conselho de ministros.
"O mercado de exportação é, sobretudo o de energia eólica marítima, é vastíssimo, nomeadamente na Europa, que corresponde a mais de 80% do mercado global até 2030, em particular no Reino Unido e França", segundo o documento. Em 2013 existiam 6 gigawatts de potência renovável instalada em todo o mundo, prevendo-se que venha a crescer 65 gigawatts até 2030.
O documento dá o exemplo da central eólica marítima Windfloat Atlantic, com 25 megawatts de potência, um projecto em fase pré-comercial que deverá arrancar em 2018, como um dos tipos de projectos que poderão vir a ser desenvolvidos.
Mas como financiar o desenvolvimento desta fileira industrial? "Os apoios públicos podem e devem ser utilizados para alavancar os investimentos privados. Neste contexto, complementarmente aos instrumentos financeiros como o Portugal 2020, o Fundo Azul ou os EEA Grants, assumem particular relevância os instrumentos disponibilizados no âmbito do Plano Junker, assim como os incentivos fiscais aos investimentos em I&DT (SIFIDE)", esclarece a resolução do conselho de ministros.
"Este incentivo deve ser efectuado em três momentos: na investigação e desenvolvimento, na produção e finalmente na penetração no mercado. Contudo, o critério principal para aceder a este tipo de financiamento é o de que todos os projectos desenvolvidos são inovadores de algum modo e que contribuem de forma importante para o desenvolvimento duma cadeia de fornecimento baseada em conhecimento, know-how e mão-de-obra qualificada e são potenciadores de exportação de bens e serviços. Projectos que não tenham esta natureza não deverão ser considerados como abrangidos pelo que se propõe", segundo o documento.